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“Venezuela Libre”. Manifestação contra Maduro em Lisboa e Funchal

22 abr, 2017 - 19:27

Protesto teve um minuto de silêncio em memória das vítimas e uma oração pelo fim da ditadura na Venezuela.
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Mais de três centenas de venezuelanos e luso-venezuelanos estão concentrados na Praça do Comércio, em Lisboa para pedir liberdade para o seu país.

Os últimos tempos têm sido de angústia crescente com cada vez mais manifestações a serem reprimidas pelos militares e milícias e fiéis a Maduro, que semeiam a morte e destruição.

Christian Hohn, dirigente da Venexos – uma associação de apoio a venezuelanos em Portugal - diz que os portugueses não têm ideia do que se passa na Venezuela, embora a consciencialização esteja a aumentar.

Daí a concentração que decorre este sábado e que inclui testemunhos de muitos dos manifestantes. Para além das palavras de ordem “Venezuela Libre”, “Fuera Maduro” ou “Maduro va a cair”, houve também tempo para 1 minuto de silêncio em memória das vítimas e uma oração pelo fim da ditadura na Venezuela.

Christian Hohn confessou que os últimos dias têm sido vividos com especial ansiedade e sem dormir com receio do que pode acontecer com as famílias.

O dirigente da Venexos admite também que esperava uma intervenção mais incisiva junto do governo de Maduro para defender os direitos dos muitos portugueses que viveram dezenas de anos na Venezuela e que nem sequer têm agora direito à reforma.

Duas centenas de pessoas manifestaram-se hoje no Funchal, ilha da Madeira, contra a "ditadura" do Presidente venezuelano, Nicolás Maduro, e pela realização de eleições livres na República Bolivariana da Venezuela. Também organizada pela "Venexos", grupo de venezuelanos residentes em Portugal, a concentração na Praça do Município, no Funchal, reuniu maioritariamente mulheres, entre luso-venezuelanos, venezuelanos e madeirenses, que entoaram palavras de ordem e expuseram através de cartazes o seu desagrado pela situação na Venezuela

A Venexos tem quatro anos e esta é a quinta iniciativa do género e também a que chamou mais gente. Mas Christian Hohn revelou que já estão outras em preparação, nomeadamente no Porto e na Madeira.

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