Tempo
|
A+ / A-

D. Manuel Clemente nega irregularidades na Cáritas de Lisboa

12 mar, 2017 - 22:13 • Susana Madureira Martins

O patriarca de Lisboa, em declarações à Renascença, explica que as contas da instituição estão auditadas e publicadas e apela à participação dos portugueses no peditório nacional que decorre entre quinta e domingo.

A+ / A-
Entrevista - D. Manuel Clemente sobre Cáritas 12/03/2017
Entrevista - D. Manuel Clemente sobre Cáritas 12/03/2017

Face às notícias na imprensa sobre alegadas discrepâncias nas contas apresentadas pela Cáritas diocesana de Lisboa nas Finanças, o patriarca de Lisboa recusa essa ideia e diz que acompanhou essas informações “com alguma surpresa e surpresa negativa.

"Ainda há 15 dias a Cáritas Diocesana de Lisboa publicou e isso está patente, quer no site do patriarcado de Lisboa, quer no nosso semanário Voz da Verdade, as contas e os subsídios distribuídos”, garante D. Manuel Clemente.

Em declarações à Renascença, o patriarca de Lisboa explica ainda as contas que estão publicadas correspondem “não só a 2014, como apareceu nessa notícia, mas os últimos três anos, portanto, está patente, está claro”, sublinhando ainda que “as contas da Cáritas Diocesana também estão auditadas e bem auditadas”, reforçando que foi com “surpresa negativa” que viu as notícias que foram postas a correr durante a semana que passou.

D. Manuel Clemente garante o apoio à Cáritas Diocesana de Lisboa explicando que “fala-se muito de ela reter uma chamada ‘almofada’, mas é preciso ver que o dinheiro que há é também para garantir o pagamento dos ordenados aos funcionários que não são poucos, quer no Lar, quer noutras instâncias, e precisam de ser garantidos esses mesmos ordenados”, conclui.

Acrescenta que é preciso “colmatar aquilo que não pode vir das famílias, apesar dos apoios estatais que existem, por causa das dificuldades que mantêm e também em termos de futuro”.

D. Manuel Clemente sublinha que aquela instituição tem diversos investimentos em vista. "Há esse projecto, oxalá vá por diante, de apoio aos universitários que têm dificuldade em prosseguir os seus cursos”, disse.

Questionado sobre se são completamente infundadas estas questões em torno da Cáritas Diocesana de Lisboa, o cardeal patriarca de Lisboa responde com um desafio: “quem ler o relatório da Cáritas Diocesana de Lisboa no site da internet do Patriarcado, julgo que ficará com essas dúvidas esclarecidas”.

D. Manuel Clemente faz um apelo aos portugueses para que contribuam todos para o peditório nacional da Cáritas que começa esta quinta-feira, 16 de Março, e vai até domingo, dia 19, deixando “uma mensagem de reforço àquilo que é dito e pedido pela Cáritas Portuguesa e também pelas Cáritas Diocesanas porque há muita coisa ainda para superar e responder na sociedade portuguesa”.

Comentários
Tem 1500 caracteres disponíveis
Todos os campos são de preenchimento obrigatório.

Termos e Condições Todos os comentários são mediados, pelo que a sua publicação pode demorar algum tempo. Os comentários enviados devem cumprir os critérios de publicação estabelecidos pela direcção de Informação da Renascença: não violar os princípios fundamentais dos Direitos do Homem; não ofender o bom nome de terceiros; não conter acusações sobre a vida privada de terceiros; não conter linguagem imprópria. Os comentários que desrespeitarem estes pontos não serão publicados.

  • Luísa Fernandes
    13 mar, 2017 Estoril 22:00
    Que tristeza ver tanta gente a tentar deitar abaixo quem faz muito porque acham sempre pouco e acham que sabem mais que todos. Podem criticar quando fizerem mais! Não querem dar para a Cáritas? Isso quer dizer que dão de outra maneira ou para outras instituições? Ou que simplesmente querem antes razões (desculpas) para só criticar e não dar nada? A quem ajudaram a melhorar a vida durante este ano? É que a Cáritas ajudou a melhorar a vida de muita gente! E na realidade isso é que conta. E quem a souber gerir melhor, que se candidate ao trabalho!
  • 13 mar, 2017 08:48
    Senhor Cardeal Que eu saiba a Cáritas é proprietária de 2 apartamentos na Praça Pasteur,a rondar os 500 000 euros com direito a 1 lugar de estacionamento para a administração cujo valor anual a pagar à CML não é muito baixo.!! porque não vendem os andares e escolhem um sítio mais humilde para se reunir? Quiçá no meio de um Bairro Social..para estar ,mais perto de quem precisa.!Tudo Muito estranho , Eu sou católica praticante mas qd no pingo doce me perguntavam se queria ajudar a cáritas com uma mini velinha de 1 euro eu dizia , Ajudo quando eles venderem os andares . Senhor cardeal no 1º sábado de Fevereiro assisti à missa das 15 horas na Basílica da Santissima Trindade em Fátima e o peditório era para a Universidade Católica..Fiquei indignada...Pois quem estuda na Universidade privada paga propinas ou não? Senhor Cardeal tem que ser o primeiro a pedir investigação a todos os organismos Católicos que fazem peditórios no intuito de ajudar quem precisa ..
  • José da Maia
    13 mar, 2017 Maia 08:24
    Por uma questão de rigor de informação e de elementar Justiça a rr DEVE informar quem são os "2 advogados e 1 notário" que criaram este caso.
  • Carlos Gonçalves
    13 mar, 2017 Seixal 07:27
    O bota abaixo é as pessoas fazerem o que lhes apetece e ainda lhes sobrar tempo... Há atitudes que não se admitem, ainda menos a uma entidade que deveria ser solidária e disponível para com os mais fracos. O que não se tem verificado e muitos casos, não generalizando!|
  • pedro
    13 mar, 2017 lisboa 02:27
    Depois da palhaçada de alguém da Cáritas querer dar as casas dos portugueses que não conseguem pagar aos refugiados muçulmanos . . . para mim morreu e nunca mais vão ver um chavo .
  • mj
    12 mar, 2017 Airão 22:50
    Estamos nesta do bota abaixo até porque não têm mais que fazer
  • Carlos Gonçalves
    12 mar, 2017 Seixal 22:29
    Pois meu não hão de ver um tostão... com milhões no banco e recusam ajuda a muita gente e ainda vêm fazer peditórios. É presciso ter lata!!

Destaques V+