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Portugal atrasado na requalificação de minas radioactivas

25 jan, 2017 - 15:29 • Liliana Carona

Numa altura em que Portugal aguarda uma resposta da Comissão Europeia à queixa interposta por causa do aterro nuclear em Almaraz, fica a pergunta: como se justifica que o Estado português conteste a decisão unilateral do Governo espanhol se ainda não requalificou todas as suas minas a céu aberto com níveis de radioactividade?
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Trabalho Sem Fronteiras - Portugal atrasado na requalificação de minas a céu aberto -25-01-2017
Trabalho Sem Fronteiras - Portugal atrasado na requalificação de minas a céu aberto -25-01-2017

Uma delas é a Mina do Castelejo, uma das três explorações do concelho de Gouveia, e a que vai ter o maior investimento para proceder à descontaminação

São cerca de 2 milhões de euros, comparticipados por verbas comunitárias, para requalificar esta mina que esteve aberta à exploração entre 1979 e 1990. Hoje é um espaço em obras, mas que carrega a memória de quem lá trabalhou. A reportagem de Liliana Carona faz a ponte entre o passado e o futuro da Mina do Castelejo.

A mina do Castelejo, em Gouveia, é um espaço que, no futuro, vai fazer parte de uma rota turística, integrando outras infraestruturas mineiras dos concelhos de Fornos de Algodres e Mangualde.

O investimento em descontaminação e reconversão destes espaços ascende a 2,9 milhões de euros de investimento. 85% financiados fundos europeus. Ouvido pela Renascença, Luís Tadeu, o presidente da Câmara de Gouveia, fala de um sonho com várias décadas prestes a concretizar-se.

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