A+ / A-
revista de imprensa

Portugal com justiça social abaixo da média

04 jan, 2017 - 10:33

Portugal apresenta um índice de justiça social abaixo da média comunitária. É o que revela um gráfico estampado na página 2 do Diário de Notícias.
A+ / A-
Revista de Imprensa de temas europeus (04/01/2017)
Revista de Imprensa de temas europeus (04/01/2017)

O Instituto Bertelsmann elaborou o Índice de Justiça Social de 2016 e conclui que Portugal é o 7º país com índice mais baixo de justiça social. Pior que o nosso país, estão a Hungria, a Itália, a Espanha, a Bulgária, a Roménia e a Grécia, considerado o país com pior índice de justiça social na UE. No outro extremo, três países nórdicos por esta ordem: Suécia, Finlândia e Dinamarca.

Por cá, hoje é o dia em que o antigo presidente da Caixa Geral de Depósitos vai ao Parlamento explicar os motivos da sua demissão, e o jornal “Público” fala de imparidades no banco público português. Segundo os dados da Autoridade Bancária Europeia, em 2016, as perdas no banco estatal “estavam em linha com os restantes bancos”. O que suscita a questão: precisava a Caixa Geral de Depósitos aumentar as imparidades em 2016? O “Público” escreve que a anterior gestão da Caixa terá preparado um plano que prevê um aumento substancial das imparidades que levará o banco a apresentar prejuízos históricos. É precisamente isso que António Domingues vai hoje explicar aos deputados. É que os números da Autoridade Bancária Europeia de inícios do mês passado revelam que as imparidades em percentagem do crédito em risco na Caixa Geral de Depósitos são apenas ultrapassadas pelas do Novo Banco e pelo Crédito Agrícola.

Noutro plano, a Comissão Europeia está particularmente atenta aos acordos fiscais com grandes empresas. É o que conta a edição de hoje do jornal “i”. Já estão em vigor as novas regras para obrigar os países europeus a avançarem com a troca automática de informações sobre os acordos fiscais celebrados com empresas multinacionais. São regras que surgem depois de conhecido o polémico caso LuxLeaks, em que se ficou a saber que o Luxemburgo estabeleceu acordos secretos com mais de 300 multinacionais. Vale a pena lembrar: nessa altura, o Primeiro-ministro luxemburguês era Jean-Claude Juncker, actual presidente da Comissão Europeia.

2017 é o ano em que o Governo britânico vai accionar a cláusula de separação do projecto europeu (deverá acontecer até ao fim do primeiro trimestre) e o Brexit continua a dividir o Reino Unido. O jornal “Independent” conta que Ivan Rogers, embaixador britânico na União Europeia, demitiu-se, o que reflecte bem o tom dissonante quanto à saída do mercado único. Rogers, considerado um dos mais experientes diplomatas britânicos na Europa, mostrou-se profundamente céptico quanto ao processo de separação iniciado pelo referendo de Junho do ano passado. Consequência disso: Theresa May está na iminência de dar início às negociações da saída e o representante diplomático do Reino Unido junto das instâncias comunitárias sai de cena.

Comentários
Tem 1500 caracteres disponíveis
Todos os campos são de preenchimento obrigatório.

Termos e Condições Todos os comentários são mediados, pelo que a sua publicação pode demorar algum tempo. Os comentários enviados devem cumprir os critérios de publicação estabelecidos pela direcção de Informação da Renascença: não violar os princípios fundamentais dos Direitos do Homem; não ofender o bom nome de terceiros; não conter acusações sobre a vida privada de terceiros; não conter linguagem imprópria. Os comentários que desrespeitarem estes pontos não serão publicados.