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​May quer ou não quer?

26 out, 2016 - 11:38 • André Rodrigues

Começamos por uma notícia que mais parece uma espécie de “Brexitleaks”. Porque, afinal, há uma diferença entre o que Theresa May pensa e o que a Primeira-ministra britânica diz em público sobre o abandono da União Europeia.
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Revista de Imprensa de temas europeus (26/10/2016)
Revista de Imprensa de temas europeus (26/10/2016)

O jornal “The Guardian” revela uma gravação feita no passado mês de Maio – ainda antes do referendo do Brexit – durante uma conferência no Goldman Sachs. Ora, nesse encontro, Theresa May – na altura ministra do Interior – reconhecia as vantagens, sobretudo económicas, da continuidade na União Europeia. Por outro lado, a segurança: nessa conversa registada pelo “The Guardian”, Theresa May também se mostrou convencida de que o Reino Unido será um país mais seguro se pertencer à União Europeia.

Mas isso foi a 26 de Maio. Depois de assumir a chefia do Governo de Londres, Theresa May tem-se mostrado irredutível em relação ao cumprimento do mandato popular de 23 de Junho. “Brexit é Brexit” e até tem data marcada: Março de 2017. Mais três meses.

E a Comissão Europeia a propõe extensão do controlo de fronteiras no espaço Schengen por mais três meses. A agência Reuters explica que os controlos temporários dentro da zona de livre circulação – e que foram motivados pela vaga de migrantes e refugiados – expiram a 15 de Novembro. Bruxelas reconhece que, apesar da progressiva estabilização da situação dramática dos refugiados, não estão ainda reunidas as condições necessárias para que o regime Schengen funcione em pleno normalmente, sobretudo na Áustria, Alemanha, Dinamarca, Suécia e Noruega (este último não é membro da União Europeia mas integra o espaço de livre circulação). Daí que Bruxelas tenha dado agora esse primeiro passo para estender o controlo fronteiriço.

Por cá, o “Público” diz que “Bruxelas vê um desvio de cerca de 900 milhões de euros no Orçamento do Estado”. Estamos no arranque de uma nova ronda negocial entre o Governo de Lisboa e a Comissão Europeia sobre medidas de consolidação orçamental e os seus efeitos no défice. Bruxelas quer que Portugal envie até amanhã mais informação sobre a forma como pretende cumprir a redução de 0,6 pontos no défice estrutural.

Finalmente, uma vista de olhos à imprensa chinesa que escreve que o Parlamento Europeu pede à Comissão que proponha medidas de redução da dependência do gás natural na Europa. Segundo a agência Xinhua, Estrasburgo aprovou uma resolução pedindo ao executivo comunitário medidas que reduzam a utilização do gás natural liquefeito, assim como uma eliminação gradual dos subsídios aos combustíveis.

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