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Valónia trava acordo com o Canadá

20 out, 2016 - 12:57 • André Rodrigues

Há uma pequena região na Bélgica que está a travar o acordo de livre comércio entre a União Europeia e o Canadá.
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Revista de Imprensa de temas Europeus (20/10/2016)
Revista de Imprensa de temas Europeus (20/10/2016)

O jornal “Liberation” escreve que o parlamento da Valónia insiste na rejeição do chamado tratado "Ceta", isto apesar da pressão dos 28 que quer acelerar a aprovação deste acordo que vai ter repercussões nas vidas de mais de 500 milhões de cidadãos europeus e canadianos. O “Liberation” explica que esta pequena região francófona com pouco mais de três milhões e meio de habitantes é essencial para o consenso na Bélgica. A Comissão Europeia já percebeu isso e estabeleceu o dia de amanhã como limite para saber o estado belga alinha com os restantes 27 países da União Europeia. No entanto, nada parece funcionar. Paul Magnette, o líder do Parlamento da Valónia, não cede e exige novas negociações para salvaguardar o modelo social e ambiental europeu.

Da Bélgica para Itália. O “Jornal de Negócios” escreve que o país está a desafiar o pacto orçamental e arrisca ver o seu esboço devolvido por Bruxelas. Mas, aparentemente, isto não preocupa o Primeiro-ministro italiano. O “Negócios” assinala que no mesmo dia em que entregou a Bruxelas um plano orçamental, sabendo que viola as regras, Matteo Renzi jantou em Roma com Barack Obama e recebeu elogios pessoais e apoio contra a austeridade.

O “Diário de Notícias” apresenta a agenda do Conselho Europeu de dois dias que arranca hoje em Bruxelas. Os líderes dos 28 debatem questões centrais como o Brexit, migrações, comércio transatlântico e Rússia. É neste ponto da ordem de trabalhos que a questão síria vai seguramente ser abordada. Fonte de Bruxelas citada pelo “DN”, considera mais natural que haja “um debate sobre a Síria em que se fala da Rússia do que um debate sobre a Rússia em que se fala da Síria”.

Adiante nesta revista de imprensa, damos um pulo a Espanha que, segundo o jornal “ABC”, é o sexto país da União Europeia com a dívida mais elevada. Pese embora o facto da economia espanhola ter regressado ao crescimento e ter deixado de destruir emprego, a verdade – diz o “ABC” – é que a crise deixa um inesperado efeito secundário que vai impactar sobre os recursos das gerações futuras: nada mais, nada menos, do que a dívida que evoluiu dos 35 por cento do PIB em finais de 2007 para 101 por cento. Pior que o país vizinho estamos nós: segundo o Eurostat a dívida portuguesa é de 129 por cento do PIB num ranking liderado por Grécia e Itália.

A fechar, fica esta a pergunta: terá o módulo Schiaparelli realmente aterrado inteiro em Marte? O jornal “Telegraph” deixa essa pergunta que, até ao momento, ainda não obteve resposta por parte da Agência Espacial Europeia. A Agência Espacial europeia já deu uma conferência de imprensa esta manhã. Segundo o jornal Público, os especialistas confirmam que não há sinais de vida do módulo de aterragem Schiaparelli que pousou em Marte. Tudo terá corrido bem até à fase de libertação do pára-quedas que servia para abrandar a descida até ao solo marciano. Depois disso, um longo silêncio e é isso que está a preocupar neste momento os cientistas.

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