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Bispos lusófonos preocupados com instabilidade social e política

28 set, 2016 - 12:02 • Ângela Roque, com Ecclesia

Representantes dos episcopados católicos dos PALOP e Brasil estiveram reunidos em Aparecida. Cardeal Patriarca sublinha a importância da partilha entre as igrejas da lusofonia.

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Bispos lusófonos preocupados com instabilidade social e política

Os bispos católicos dos países de língua portuguesa manifestam preocupação pela “instável situação social, política e económica” que se vive “em quase todos os países, com consequências na vida dos cidadãos, famílias e instituições”.

A declaração sai do XII Encontro de Bispos Lusófonos, que decorreu em Aparecida, no Brasil, no qual apenas Timor-Leste não participou.

O comunicado final da reunião condena as “situações de corrupção, de exploração dos mais pobres e do tráfico de seres humanos”, e apela à “cooperação, intercolaboração e solidariedade” entre as Igrejas dos países lusófonos, tendo em vista a “busca comum da paz e da tolerância, da segurança e do bem-estar”.

O texto sublinha também a necessidade de “diálogo com as instâncias políticas e governamentais”, procurando defender “os valores essenciais ligados à vida humana e ao bem comum, à democracia e aos direitos humanos”.

O comunicado, enviado à agência Ecclesia, é subscrito por responsáveis católicos de Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, São Tomé e Príncipe e Portugal.

O presidente da Conferência Episcopal Portuguesa, D. manuel Clemente, foi um dos participantes e sublinha que a partilha é o mais importante destes encontros: "É sempre uma ocasião óptima para partilharmos como vai sendo a vida das nossas Igrejas, naquilo que elas têm de comum, porque, também pela globalização, as temáticas acabam por ser muito convergentes, mas sem deixar de ter a realidade local de cada uma destas nações e Igrejas. E isso enriquece-nos muito."

“Como sabemos no caso de Portugal, temos pessoas de todas estas proveniências e é muito importante saber o que se passa nas suas terras para podermos compreender e arquitectar o que há-de acontecer cada vez mais na nossa terra comum da lusofonia”, sublinha, ainda, o também cardeal patriarca de Lisboa.

Os 14 participantes neste encontro analisaram ainda a encíclica Laudato Si, vista como “uma reflexão inovadora e uma mais-valia para a plena compreensão da ecologia”, e a exortação apostólica pós-sinodal Amoris Laetitia, sobre matrimónio e família.

O comunicado final faz ainda referência a alguns dos “acontecimentos jubilares” relevantes para a Igreja em 2017: a celebração dos 300 anos de Nossa Senhora Aparecida, no Brasil; o Centenário das Aparições em Fátima; a comemoração dos 150 anos de presença dos Missionários Espiritanos em Angola e Portugal; e os 40 anos da Diocese de Bissau, que vai realizar o seu primeiro sínodo diocesano.

O próximo Encontro de Bispos dos Países Lusófonos vai decorrer em Cabo Verde, de 27 a 29 de Abril de 2018.

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