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Força Aérea “não possui meios aéreos” para combater incêndios

14 ago, 2016 - 19:46

O esclarecimento é da própria Força Aérea em comunicado.
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A Força Aérea esclarece que "não possui meios aéreos que permitam a realização de missões de combate a incêndios", mas admite que a capacidade para realização destas missões poderá "vir a materializar-se faseadamente, num futuro próximo".

"Não é igualmente praticável proceder a adaptações que possibilitem a qualquer das frotas em operação a execução desse tipo de missões", afirma em comunicado a Força Aérea, que refere que colocou à disposição da Autoridade Nacional de Protecção Civil "todos os meios e recursos disponíveis, no sentido de apoiar activamente o combate ao flagelo dos incêndios".

Esta colaboração da Força Aérea concretizou-se através de várias operações, nomeadamente este domingo, em que "empregará, adicionalmente, três meios aéreos": um C-130H e um C-295M, que trarão para o continente o dispositivo de pessoal e material transportado para a Madeira no passado dia 10, e ainda um voo adicional de um C-295M que sairá da Base Aérea N.º 4, nas Lajes, nos Açores, para ir buscar bombeiros e material dos Açores deslocados para a Madeira como reforço ao combate aos incêndios naquela ilha.

No comunicado divulgado, a Força Aérea esclarece que a partir de 1982 "operou um sistema modular aplicável à frota C-130H Hércules, denominado MAFFS (Modular Airborne Fire-Fighting System), equipamento que permitia adaptar aquelas aeronaves à realização de missões de combate directo (largada de água) e indirecto (largada de calda retardante) a incêndios". Todavia, devido à "reorganização de meios de combate a incêndios, sob a tutela da Autoridade Nacional de Protecção Civil, esse sistema foi descontinuado há cerca de 20 anos e, actualmente, é inexistente".

"A capacidade para realização de missões de combate directo a incêndios, que implica, naturalmente, a qualificação de tripulações e de pessoal de manutenção, para além da definição do respectivo conceito de operações, poderá, no entanto, vir a materializar-se faseadamente, num futuro próximo, no âmbito dos vários projectos de reequipamento em curso, designadamente, ao nível da substituição do C-130H Hércules e da renovação da frota de helicópteros ligeiros", adianta.

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  • Antonio Rodrigues
    14 ago, 2016 Viseu 23:12
    Pois... Num negócio rentável como este, tinha que entrar a mãozinha privada, e daí o velho proverbio: cada um, na sua profissão, gosta de ter sempre trabalho !... Que país de ladrões e assassinos o nosso...
  • a
    14 ago, 2016 a 22:40
    Em contrapartida tem uns belos submarinos para vigiar a apanha da ameijoa no estuário do Tejo!
  • Alvaro Santos
    14 ago, 2016 Torres Vedras 20:15
    Para quando? Ontem já era tarde...