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Incêndios.Primeiro reforço de Lisboa já chegou à Madeira. Há mais dois previstos

10 ago, 2016 - 06:43

Força Aérea disponível para enviar mais ajuda para combater os fogos que devastam a ilha. Chamas não pouparam centro do Funchal nem hotel Choupana Hills. Militares dão apoio a quem ficou sem casa.
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Já chegou à Madeira, no início da madrugada desta quarta-feira, o primeiro grupo de 35 operacionais para ajudar no combate ao incêndio que começou na tarde de segunda-feira. Levaram apenas material individual e já estão a actuar na zona da Boanova, uma das que sofreu um reacendimento.

O avião C295 regressou entretanto ao continente e já terá partido novamente, com mais reforços.

De acordo com o porta-voz das Forças Armadas, Coronel Rui Roque, vão ainda sair mais dois aviões em direcção à Madeira durante a manhã desta quarta-feira. No total, os três aparelhos transportam 88 operacionais, que levam material mais pesado.

É a resposta militar ao pedido da Autoridade Nacional de Protecção Civil. À Renascença, o Coronel Rui Roque garante que as Forças Armadas estão disponíveis para realizar outros voos, caso sejam solicitados.

Entre os elementos que viajaram para a ilha estão pessoas do Regimento de Sapadores Bombeiros de Lisboa, médicos, enfermeiros e psicólogos do INEM.

À Madeira também já chegou o reforço proveniente dos Açores.

Exército apoia população desalojada

O porta-voz do Exército, Tenente Coronel Vicente Pereira, explicou esta manhã à Renascença que está a ser dado apoio às muitas centenas de pessoas afectadas pelo incêndio.

Os militares disponibilizam todos os seus recursos, desde infraestruturas a viaturas. Todos os que foram obrigados a deixar as suas casas encontram-se no Regimento de Guarnição nº 3, no Funchal. São cerca de 600 as pessoas aí alojadas de modo temporário.

Depois de uma noite de muito complicada, em que o vento forte e as elevadas temperaturas fizeram com que o fogo descesse ao centro do Funchal, provocando caos e pânico entre a população, destruição de casas e centenas de pessoas desalojadas, a situação parece mais calma.

Há, contudo, alguns reacendimentos, na zona da Boa Nova e perto da zona do Livramento, onde as pessoas estão a tirar as viaturas das suas residências para estacionar na antiga estrada do aeroporto e o trânsito está um caos.

Os bombeiros não conseguiram, durante a madrugada, salvar um dos hotéis mais emblemáticos da região, o Choupana Hills, que “acabou por ser totalmente destruído”, segundo o presidente da Câmara do Funchal, Paulo Cafofo.

No local, permanecem alguns operacionais, “por causa de um tanque de gás e algumas residências que estão nas proximidades”.

Na zona histórica da cidade, São Pedro, que ardeu na última noite, está também uma equipa de bombeiros a fazer o rescaldo.

Numa outra frente, os bombeiros estão a tentar evitar que as chamas cheguem a uma zona do Rabaçal, muito visitada por turistas.

Quanto a vítimas, há registo de três mortos e dois feridos graves.

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  • RC Victor
    10 ago, 2016 Lx 12:40
    O Sr. Costa finalmente acordou da ministra da A.I. nada se sabe, dos/das esquerdistas do costume nem uma palavra; e pelos vistos a Força Aérea só tem um avião operacional.... ao estado a que isto chegou !
  • tio
    10 ago, 2016 lx 09:15
    Toca a pedir é só o fazemos ultimamente, c/ tanto desempregado a receber subsídios, c/ tantos a receber o rendimento mínimo, será que não se consegue aproveitar essa mão de obra p/ a prevenção de incendios florestais como a limpeza de acessos das matas, e ainda o reaproveitamento do lixo das florestas p/ biomassa, NÃO HÁ É VONTADE DOS POLÍTICOS P/ RESOLVER ESTE ASSUNTO QUE SE ARRASTA HÁ DÉCADAS.