13 jul, 2016 - 16:27
O Museu Americano do Holocausto, sedeado em Washington, está a tentar convencer as suas visitas a não jogar o novo Pokémon Go dentro do edifício e, sobretudo, em algumas das salas que tratam de temas mais sensíveis, como as vítimas dos campos de concentração nazis.
O jogo, que mistura realidade virtual com lugares reais, tem-se tornado um verdadeiro fenómeno em todo o mundo e os funcionários do museu foram confrontados com casos de pessoas a jogar dentro do edifício e das galerias, procurando apanhar os bonecos animados – pokémons – que formam o objectivo do desafio de os “apanhar a todos”, como explica o lema do jogo.
Em particular a direcção do museu está preocupada com situações de insensibilidade. Por exemplo, um dos pokémons – o Koffing – tem como imagem de marca a libertação de gás venenoso. Na internet chegou a circular uma imagem de um Koffing dentro da sala dedicada precisamente às vítimas das câmaras de gás nazis, embora a veracidade da mesma não tenha sido confirmada.
O director de comunicação do museu, Andrew Hollinger, diz que as visitas costumam ter toda a liberdade para utilizar telemóveis e redes sociais, mas que jogar Pokemon Go é ir longe de mais. “Não é apropriado jogar no museu, que é um memorial às vítimas do nazismo. Estamos a tentar perceber se é possível excluir o museu do jogo”, afirmou, em declarações ao jornal “Washington Post”.
O jornalista do “Post” que se deslocou ao museu para fazer a reportagem encontrou várias pessoas a jogar, sobretudo na entrada, enquanto aguardavam bilhetes ou o começo de uma visita guiada. Uma senhora de 37 anos que estava a jogar insistiu que não queria de forma alguma desrespeitar o local. “Não é como se tivéssemos vindo aqui para jogar, mas, sabe, é preciso apanhá-los a todos”.