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Barrigas de aluguer. Cardeal pede “ponderação e responsabilidade” a Marcelo

04 jun, 2016 - 20:57

Cardeal Patriarca falou este sábado em Lisboa à margem do Simpósio Internacional Antoniano.

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O Cardeal Patriarca de Lisboa considera que o Presidente da República deve usar “ponderação e responsabilidade” na hora de apreciar o diploma das barrigas de aluguer.

Em resposta à Renascença sobre um eventual veto, D. Manuel Clemente lembra que a última palavra é de Marcelo Rebelo de Sousa.

“É sempre importante. É a última assinatura que se põe numa lei antes de ela passar a execução. Acho natural que o Presidente da República o queira fazer com toda a ponderação e com toda a responsabilidade”, disse.

As declarações foram feitas à margem do Simpósio Internacional Antoniano onde foram assinalados os 70 anos da proclamação de Santo António como Doutor da Igreja.

A Assembleia da República aprovou a 13 de Maio os projectos de lei que regulam o acesso à gestação de substituição (barrigas de aluguer) e o alargamento do acesso à Procriação Medicamente Assistida (PMA).

O projecto de lei do BE sobre barrigas de aluguer foi aprovado com os votos favoráveis de PS, BE, PEV e PAN e 24 deputados do PSD, incluindo Pedro Passos Coelho, como a Renascença avançou.

No início do mês, o projecto do BE para legalização da gestação de substituição foi chumbado, em sede de comissão, no grupo de trabalho parlamentar que esteve a seguir este processo, tendo-se registado votos contra do PSD, CDS-PP e PCP.

Com este projecto, os bloquistas pretendem permitir o recurso a outra mulher em casos de problemas de saúde que impeçam a gravidez.

De recordar que Marcelo Rebelo de Sousa, durante a campanha pesidencial, respondeu na SIC: "em princípio, sou crítico" à pergunta se era favorável às barrigas de aluguer.

Comentários
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  • Lavínia
    08 jun, 2016 Covilhã 12:24
    Mas quem é que está à espera desta gente para tomar as decisões que devem ser tomadas? Eles que arrumem a casa, que está MUITO conspurcada, e que oiçam mais e melhor o papa Francisco e sigam os seus exemplos. Podiam e deviam, p.ex., começar por dividir com tantos necessitados, as riquezas escandalosas onde se deleitam, e tratar devidamente os casos da pedofilia, que tudo fazem para encobrirem. Isso sim, contra-sensos civilizacionais. Vivemos num país laico, mas esta gente não desiste de achar que manda. Por eles, ainda se mantinham as cruzadas a santa inquisição e os autos de fé.
  • A blasfémia...
    05 jun, 2016 lisboa 02:56
    Uma lei anti natura e aberrante! A igreja católica não concorda e eu tambèm não.
  • Judite Miranda
    04 jun, 2016 Lisboa 22:07
    Não posso. Concordar com tal lei isto sera um. Grande comercio.judite judite