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Papa envia mensagem aos católicos chineses, com votos de “harmonia”

22 mai, 2016 - 12:08 • Ecclesia

O Papa convidou toda a Igreja a unir-se “espiritualmente” à celebração da Virgem Maria, “ajuda dos cristãos”, no dia 24 de Maio, pelos católicos chineses, que se reúnem no Santuário de Sheshan, em Xangai.

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Papa envia mensagem aos católicos chineses
Papa envia mensagem aos católicos chineses

O Papa Francisco recordou este domingo, no Vaticano, o dia anual de oração pela Igreja Católica na China, a 24 de Maio, pedindo a protecção de Nossa Senhora de Sheshan, venerada no país asiático.

“Que neste Ano Santo da Misericórdia, os católicos chineses possa, juntamente com os que seguem outras nobres tradições religiosas, tornar-se sinais concretos de caridade e reconciliação”, pediu o pontífice, perante milhares de pessoas reunidas na Praça de São Pedro para a recitação do ângelus.

Francisco desejou a promoção de uma “autêntica cultura do encontro” e a “harmonia de toda a sociedade”, na China.

“A harmonia de que o espírito chinês tanto gosta”, acrescentou, de improviso.

O Papa convidou toda a Igreja a unir-se “espiritualmente” à celebração da Virgem Maria, “ajuda dos cristãos”, no dia 24 de Maio, pelos católicos chineses, que se reúnem no Santuário de Sheshan, em Xangai.

“Peçamos a Maria que dê aos seus filhos na China a capacidade de discernir em cada situação os sinais da presença amorosa de Deus, que acolhe e perdoa sempre”, realçou.

Em Setembro de 2015, o Papa admitiu o desejo de visitar a China, país com o qual pretende construir “boas relações”.

Francisco recordou que já na sua viagem à Coreia do Sul, tinha manifestado essa vontade de ir à China.

“Para mim, visitar um país amigo como a China, que tem tanta cultura e tantas oportunidades de fazer bem, seria uma alegria”, confessou.

O pontífice argentino foi o primeiro Papa a sobrevoar o espaço chinês, em agosto de 2014, tendo nessa ocasião enviado duas mensagens ao presidente Xi Jinping, pedindo que Deus abençoasse o país asiático.

O regime de Pequim criou em 1957 a Associação Patriótica Católica (APC) para evitar interferências estrangeiras, em especial da Santa Sé, e para assegurar que os católicos viviam em conformidade com as políticas do Estado.

O Vaticano considera “ilegítimos” os bispos que receberam jurisdição da APC, sem autorização do Papa.

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