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Patriarca gostou de ouvir Costa, mas quer discussão sobre liberdade de escolha no ensino

12 mai, 2016 - 19:15

D. Manuel Clemente gostou das explicações dadas pelo primeiro-ministro sobre os contratos de associação.

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O patriarca de Lisboa diz que este pode ser o momento para se debater a liberdade de escolha no ensino, após o debate que tem sido feito a propósito dos contratos de associação. D. Manuel Clemente gostou de ouvir as declarações do primeiro-ministro, em entrevista à SIC, na quarta-feira.

“Gostei de ouvir o senhor primeiro-ministro e como ele se dispôs a continuar esse diálogo”, disse D. Manuel Clemente, esta quinta-feira, em Fátima, elogiando a sua serenidade.

O apoio aos colégios privados com contratos de associação com o Estado até pode crescer, disse António Costa, em entrevista à SIC. O primeiro-ministro admite que o número de turmas apoiadas pelo Estado, no próximo ano lectivo, até pode ser maior no âmbito da revisão dos contratos de associação.

O Governo está a analisar, caso a caso, a situação de cada um dos colégios ou das escolas privadas em causa, sublinhou o chefe do Governo.

Na conferência de imprensa que antecede a abertura oficial da peregrinação internacional de Maio, D. Manuel Clemente disse ter gostado de ouvir Costa, mas mostrou-se preocupado com os planos do Governo.

“O Papa é claríssimo sobre o direito e a responsabilidade dos pais, inalienável, diz ele, na educação dos filhos e na escolha do tipo de ensino para os filhos. E que o Estado deve ser subsidiário desse direito dos pais. E este ponto, que o Papa vinca tão fortemente, é que é o principal”, disse D. Manuel Clemente,

O patriarca disse ainda que o serviço público é também prestado por escolas que não são do Estado. “Trata-se de muita gente, entre alunos, professores e funcionários. Para não falar de localidades e regiões onde a presença dessas escolas não estatais são uma implantação habitual.”

Comentários
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  • Carlos Gonçalves
    13 mai, 2016 Almada 18:34
    Ó Rosinda, me desculpe, mas o que é o tópico neste caso Igreja, tem a ver com o sistema de Educação ( Escolas ) ? Leu bem o texto ? Será ?
  • Carlos Manuel
    13 mai, 2016 Feijó 18:27
    A padrilhada sempre foi assim. Viram sempre para o lado da cor politica, seja ela qual for. Entretanto, fecham-se em copas. Recebem seus MILHÔES e depositam-nos . Ajudar em quê ? A quem ? No Santuário sim, acredito. Veja-se as obras MÉGALOMONAS que por ali abundam . Depois vem para os medias fazer seu papel de franciscanos . ajudar, ajudar !! Pedir ao Estado que resolva os problemas da nação e mais necessitados, pois eles ( Igreja ) estão muito ocupados .
  • Luis
    13 mai, 2016 Lisboa 07:43
    Percebeu tudo, mas quer discussão sobre liberdade de escolha do ensino. Se quer discussão é porque não percebeu tudo. E quer? Mas quer porquê? Mas agora o Sr. Bispo também já impõe discussões publicas relativamente a situação que não merecem qualquer discussão e que estão mais que explicadas e justificadas. Mas agora o senhor Bispo também já tem uma agenda politica e também já entende que pode impor essa agenda politica quando bem entende e como entende? Será que a Igreja agora também já faz politica activa? É sabido que desde a ditadura a Igreja sempre influenciou os governos de direita nas politicas que mais serviram os seus interesses. É por exemplo inconcebivel que sendo a Igreja a maior Multinacional do Mundo e a Instituição que maior e mais valioso patrimonio detem em Portugal esteja livre de impostos. Não seria de certeza por pagar impostos que os cardeais do Vaticano deixariam de ser muito ricos e de viver vidas faustosas muito pouco de acordo com aquilo que deveria ser a sua forma de ser e de estar enquanto cardeais. Tudo se deve ao facto de Portugal apesar de sempre um País pequeno ter muitos DDT (donos disto tudo). E enquanto assim fôr não há futuro mesmo com muitas rezas. Os milagres estão esgotados em Portugal.
  • Fernando de Almeida
    13 mai, 2016 Porto 03:06
    Ouvi o sr. Ministro da Educação e posteriormente o sr. Primeiro Ministro. Ambos disseram a mesma coisa. Não pecebo a posição dos colégios e muito menos a do Sr. Cardeal.Ha' ensino pu'blico e privado.Quem quer privado paga! O Estado não tem que preveligiar confissões religiosas.Estas,de acordo com os seus intereces, legi'timos, é que teem que se organizar junto dos seus seguidores.Permitam-me um exempo: O meu Neto nasceu e vive em França.Frequenta a escola pu'blica.Perto ha' um pequeno colégio, cato'lico,cujos alunos vão almoçar, à cantina da escola onde anda o meu Neto.Os Pais pagam o colégio e as refeições na escola publica .Para o meu Neto o ensino é gratuito e os livros são da escola. Os Pais apenas pagam as refeições de acordo com o seu rendimento. Não digam mal da laicidade.Todos sabemos que a Igreja quando esta' em minoria reclama a igualdade.Quando esta' em maioria é omnipotente.As religiões são para quem as segue. O estado tem que ser para todos
  • rosinda
    13 mai, 2016 palmela 00:45
    acabem com tudo! acabem com o colegio de santana em setubal o laura vicunha em vendas novas derretam tudo !
  • Lv
    12 mai, 2016 Liboa 23:21
    Quem encomendou o sermão a este sacristão ? Porque não se dedica a política? Os Pafiosos recebem-no de braços abertos!!
  • ISIDORO FOITO
    12 mai, 2016 elvas 20:09
    mas o que é que a igreja TEM a ver com aescola publica , querem os colégios privados pagos pelos contribuintes ? pois todos nos sabemos que os padres sempre foram a favor dos privados. A igreja não tem nada que se meter onde não é chamada e deviam pagar impostos sobres os rendimentos auferidos nas esmolas e não só porque a igreja está feita numa grande empresa´.
  • Antonio Rodrigues
    12 mai, 2016 Viseu 19:58
    Sempre pensei que a igreja católica defendia as classes desfavorecidas ? Pelos vistos enganei-me, defende os bichos-papões ...
  • fanã
    12 mai, 2016 aveiro 19:23
    A liberdade de escolha não está em perigo , mas quem quiser ensino privado que o pague !

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