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Pais sobre provas de aferição: uma “bagunça” pouco simpática

22 abr, 2016 - 07:40

A uma semana do fim do prazo para as escolas decidirem se fazem ou não as provas de aferição no ensino básico, os pais falam em “bagunça” e os directores mostram-se descontentes.

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As provas de aferição no ensino básico estão marcadas para 6 e 8 de Junho, mas até agora não se sabe quais as escolas que as vão realizar. A decisão está nas mãos dos directores escolares, que dispensam este tipo de autonomia.

“Os directores vão ter de tomar uma decisão e, na maior parte dos casos, vão ter de tomar uma decisão contra a opinião de uma boa parte dos professores nas escolas. É uma situação muito pouco simpática, que cria conflitos que eram perfeitamente evitáveis”, afirma à Renascença o presidente da Associação de Dirigentes Escolares, Manuel Pereira.

Só as escolas que não querem fazer as provas de aferição no segundo, quinto e oitavo anos têm de o comunicar à tutela e justificar a sua decisão.

Muitos professores são contra a realização das provas, pelo que também Filinto Lima, presidente da outra associação de directores de escolas, admite que muitas decisões não serão tomadas de forma pacífica.

“É evidente que o director não quer autonomia para tomar este tipo de decisões”, diz.

Do lado dos pais, Rui Martins, da Confederação Nacional de Pais e Educadores, classifica a actual situação de “bagunça”.

“É natural que os pais andem completamente desorientados, não se sabe o que vai ser feito em cada uma das escolas e, portanto, isto é um pouco uma bagunça – para chamar em gerigonça – que entendemos que se calhar não havia necessidade”, reclama, considerando que “isto não vai trazer bom resultado”.

Os directores têm até dia 29 de Abril para tomar uma decisão.

Comentários
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  • Américo Páscoa
    23 abr, 2016 Coimbra 22:41
    Toda a educação está uma "bagunça" a frase não é mencionada pela Confederação Nacional de Pais a CONFAP, a Radio Renascença deve alterar a informação para o contato que efetuou na realidade . Na leitura da noticia na parte final menciona "Rui Martins, da Confederação Nacional de Pais" Não existe neste momento o nome mencionado na Confederação Nacional de Pais. Obrigado.
  • R.Mendes
    22 abr, 2016 Lisboa 22:16
    Quem se entende? a Educação cada vez está pior "cada cabeça sua sentença" assim não dá
  • Maria
    22 abr, 2016 Beira 12:31
    Toda a educação está uma "bagunça" pouco simpática, para ser simpática, pois o que se nota é uma total falta de respeito pelo trabalho dos professores e direção das escolas!
  • Bento Fidalgo
    22 abr, 2016 Agualva 12:30
    A prova ou exame é o mais lógico pois, como vamos pôr uma pauta de música à frente de quem não sabe ler música.É perda de tempo sem sentido. Como vamos ensinar algo seja a quem for se não tiver bases para nos entender. É como falarmos a alguém que não ouve. É, portanto estar a querer mostrar o que não existe. É como querer subir uma parede sem ter escada. Depois dá bronca, no futuro porque enganar todos uma vez, é possível, enganar alguns sempre, talvez mas, enganar todos sempre é impossível.
  • JOKAS
    22 abr, 2016 Lisboa 12:13
    Para Eugénio. Também sou professor e não sou ignorante. E, por isso, não QUERO que, crianças de 7 anos estejam a ser manipuladas por um ministro - menino, ( 38/39 anos) que nem sequer estava em Portugal, ( chegou a deputado por puro amiguismo político ) e porque alguém o mandou " escrever" esta legislação. Será que ele sabe escrever? O ministério da educação merece alguém mais responsável, competente e que saiba da matéria. Qual o motivo que o leva a querer que os agrupamentos que não queiram fazer as provas tenham de o justificar? Dinheiro e amigos...
  • Vitor
    22 abr, 2016 Lisboa 11:08
    Eh.pá! Não façam nada, deixem-nos andar na "escola". Quando acabarem a universidade, na boa, dão-lhes um canudo e vão trabalhar. Aonde? O bigodes da Fenprof (cargo vitalício) trata de tudo.
  • José Oliveira
    22 abr, 2016 Rio Tinto 11:02
    Ex º Ministro, directores e professores, ; Será que estes senhores que nomeei , nunca foram alunos ??? ou já sonhavam em ; Quando for grande vou ser Professor ? Vou-me vingar ! Reparem que na minha época ,os professores ensinavam de tudo . os alunos aprendiam de tudo ...com 10 anos , hoje nem sabem se sabem , até que os professores não sabem se examinam . As crianças é que ,mais tarde Sofrem e o País também. A Bem da NAÇÃO
  • J. Lavado Pereira
    22 abr, 2016 M. Aire 11:00
    É notória a incompetência do ministro, aliada à prepotência desmesurada de alguém que se arroga detentor da razão. É visível a inabilidade na relação institucional, que já resultou na demissão conflituosa do seu secretário de estado. A desorientação é manifesta, com a proliferação de ideias avulsas, sem qualquer resultado palpável e apenas o seu fundamentalismo patético, o impede de reconhecer que não tem soluções credíveis para o ministério que tutela. Demita-se Sr. Ministro, dê o lugar a alguém com os pés assentes na realidade das nossas escolas. Demita-se, demita-se....
  • joão
    22 abr, 2016 faro 10:57
    Estas provas de aferição não têm qualquer sentido, principalmente a do 2º e 5º ano. No meu tempo as unicas provas que faziamos eram as de acesso à universidade.
  • Eugénio
    22 abr, 2016 Peniche 10:26
    Bom dia!... Não percebo onde é que o jornalista vê "bagunça"!... Sou professor e o meu Agrupamento de Escolas já tem a questão em apreço decidida e sem qualquer "bagunça"!... Por dever de sigilo profissional, obviamente, não posso divulgar qual foi a decisão.