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Como pôr uma paróquia a comunicar melhor com apenas cinco euros?

25 fev, 2016 - 18:42 • Ângela Roque

A pergunta terá resposta este sábado na primeira Jornada Diocesana da Comunicação, em Queijas.

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“Comunicar para chegar a todos” é o tema do encontro que vai reunir, no sábado, em Queijas, no concelho de Oeiras, profissionais da comunicação social e muitos dos que, nas várias paróquias, se dedicam a esta área. Será a primeira Jornada Diocesana da Comunicação.

“É um encontro aberto, mas que se dirige sobretudo àquelas pessoas que produzem os boletins paroquiais ou fazem a manutenção dos sites das paróquias ou movimentos”, explica à Renascença o director do Departamento de Comunicação do Patriarcado de Lisboa, Nuno Rosário Fernandes.

O padre diz que a necessidade de trabalhar mais em rede e de apostar na formação foi detectada num encontro em Outubro, em Torres Vedras: “Percebemos que há muita gente com boa vontade, alguns até mais ligados aos meios tecnológicos, que sentem a necessidade de fazer a paróquia chegar mais longe, mas constatam que não têm os meios necessários. Por falta de formação e também por falta de meios económicos”.

A questão do financiamento vai ser abordada nesta jornada numa mesa redonda com o tema “Como criar um plano de comunicação de uma paróquia com apenas cinco euros?”.

“Pareceu-nos interessante ver como é que isto se pode fazer com poucos recursos”, explica Nuno Rosário Fernandes. “Desafiámos um pároco da cidade de Lisboa, alguns profissionais da comunicação e outros ligados a estes meios, mas noutras vertentes, como a gestão e o marketing, para termos várias perspectivas de como é que com pouco dinheiro se pode ciar um plano de comunicação que possa chegar a toda a gente”.

Paulo Franco, padre da paróquia do Parque das Nações, José Luís Ramos Pinheiro, da administração do grupo r/com, e Alberta Marques Fernandes, da RTP, são alguns dos participantes.

Jornalista e director do Jornal “Voz da Verdade”, o padre Nuno Rosário Fernandes defende que “cada vez mais a Igreja tem de apostar na qualidade. Temos que deixar aquela forma de pensar que ‘qualquer coisa serve’. Nem toda a gente tem as capacidades técnicas para este tipo de trabalho, mas a Igreja, para estar presente nos meios de comunicação e na sociedade, com uma informação correcta e com qualidade de imagem e produção, tem de apostar nesta formação”.

“Cada vez mais é preciso falar de uma pastoral da comunicação. Na Igreja, numa paróquia, nós temos sectores de evangelização, temos a catequese, grupos missionários, diversos organismos e movimentos. E é também preciso olhar para a comunicação como uma área de pastoral onde trabalhar, onde apostar”.

Do programa da primeira Jornada Diocesana da Comunicação constam oficinas de fotografia, vídeo, escrita e redes sociais, uma mesa redonda e a apresentação de vários projectos. A jornada encerra com uma conferência do patriarca de Lisboa, D. Manuel Clemente.

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