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PS quer apuramento de responsabilidades no caso da empresa que oferecia estagiários grátis

25 fev, 2016 - 18:13

A Work4U – Gestão de Carreiras foi alvo de críticas ao convidar empresas a recorrer a estagiários “grátis e sem compromisso” durante dois dias.

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O Partido Socialista quer saber o que está a ser feito para apurar responsabilidades no caso da empresa Work4U, que oferecia estagiários a empresas à experiência, “grátis e sem compromisso” por dois dias.

A empresa retirou os seus anúncios depois de estes terem gerado bastante polémica, mas uma série de deputados do PS quer levar o caso mais longe e exige saber se o Governo está a acompanhar a situação.

Reclamando que “um estagiário não é um produto comercial", mas "uma pessoa com direitos que aspira a obter um emprego digno depois da realização de um estágio”, os deputados acrescentam, numa pergunta feita ao Governo, que a empresa terá cometido várias ilegalidades.

"A Work4U não oferece só ‘estagiários para teste’: foi tornado público que também cobra ilegalmente um montante aos estagiários para lhes garantir um acesso ao estágio”, lê-se na questão.

Mais: nem a Work4U, nem a sua empresa-mãe, que se chama Empresa Lontra, são legalmente agências de colocação de emprego, pelo que não poderiam colocar estagiários, afirmam os socialistas.

“Deste modo, a Work4U/Lontra acumula de forma pública e reiterada um conjunto de infracções que têm de ser verificadas e punidas pelas entidades competentes", lê-se no texto.

Os 14 deputados que assinam o documento querem saber se o ministro do Trabalho, Vieira da Silva, está a acompanhar a situação e ainda se a Autoridade para as Condições do Trabalho (ACT) recebeu queixas sobre esta empresa.

Os deputados perguntam ainda se a ACT tem conhecimento de situações similares.

Comentários
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  • Luis
    26 fev, 2016 Lisboa 08:36
    O Neo Esclavagismo, o Esclavagismo moderno ou o Esclavagismo do século XXI (ou lá o que lhe queiram chamar) tem que ser combatido por todos a todos os niveis. A riqueza de 10% (?) da população mundial é superior à riqueza da restante população. Hoje há muita gente que trabalha numa situação de quase escravatura. Portugal tem dupla razão para estar na linha da frente deste combate pois tal exige também o seu passado esclavagista.
  • Anabela
    25 fev, 2016 Coimbra 21:03
    Não sei porque estão tão indignados... Já avaliaram bem quantos são os desempregados obrigados a aceitar POCs para depois levarem um pontapé no traseiro, porque as instituições particulares de solidariedade social (ipss) vão logo buscar outro,... eles não querem empregar ninguem, querem apenas usar mão de obra barata.
  • M.sousa
    25 fev, 2016 Braga 20:54
    É a chegada do tempo da escravatura.So com pancada e que esta gente vai ao sitio
  • CarlosT
    25 fev, 2016 Evora 20:41
    A continuarem os socratinos e coelhinhos a governarem , qualquer dia seriamos todos escravosinhos
  • tuagtento
    25 fev, 2016 amarante 20:21
    Este é mais um exemplo da forma como nos últimos 4 anos os desempregados e jovens a procura de emprego eram tratados, como escravos.. Eram apenas números e descartáveis, não seres humanos. Agora o que esta empresa fez, foi tratar os desempregados como lixo, ser quer fica com ele se não agrada deita fora. Vergonhoso, seria bom sentar os seus responsáveis no banco dos réus, e a empresa encerrada.
  • JP
    25 fev, 2016 Lisboa 20:17
    Estamos a voltar ao tempo dos negreiros.
  • José Guilherme
    25 fev, 2016 Porto 20:07
    É uma vergonha. Voltamos ao tempo da escravatura. É um caso polícia
  • Devem ser
    25 fev, 2016 lis 20:00
    Uma especie de Tecnoforma, a dar formação a tecnicos de aerodromos inexistenters!...Força neles! Só se perdem as que cairem no chão! Brincam com a desgraça dos outros!
  • José Guilherme
    25 fev, 2016 Porto 19:53
    Uma vergonha. Estamos novamente no tempo da escravatura. É um caso polícia.
  • nuno
    25 fev, 2016 faro 19:53
    ACT!? Serve de alguma coisa essa porcaria!? A n ser tacho?

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