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A sala de aula do futuro vai ter um ecrã interactivo e um espaço “chill out"

25 fev, 2016 - 10:33 • Manuela Pires

Há seis salas destas no país, mas o Governo quer apostar no modelo e estendê-lo a mais escolas. O objectivo é melhorar a aprendizagem e ajudar a combater o insucesso e abandono escolar.

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Na sala de aula do futuro existe um enorme ecrã interactivo, que pode ser usado por vários alunos ao mesmo tempo, um estúdio de televisão e fotografia, o cantinho da robótica, uma impressora 3D, uma mesa interactiva e até um espaço “chill out”, com pufs e uma coluna de água.

O espaço, que recebe esta quinta-feira o ministro da Educação, Tiago Brandão Rodrigues, fica na escola secundária de Alcanena. Ana Cláudia Cohen, directora da escola, decidiu arrancar com o projecto porque notou que os resultados dos alunos do primeiro ciclo não eram os melhores, comparados com os do secundário.

Percebeu que era urgente fazer alguma coisa para acabar com a falta de motivação e concentração e melhorar as aprendizagens, com vista a evitar o abandono escolar. “Os alunos do curso profissional de multimédia estão nesta sala há um mês e é impressionante as competências que já desenvolveram”, comenta à Renascença.

“Por exemplo, na disciplina de História de Arte, fizeram colunas gregas na impressora 3D e agora estão a fazer visitas virtuais aos monumentos. São miúdos que nem sequer gostam de história de arte, mas com estas tecnologias já conseguiram desenvolver competências na oralidade e a trabalhar em grupo, que até aqui nem sequer conseguiam”, sublinha.

A sala de aula do futuro vai ser utilizada por todos os alunos do agrupamento de Alcanena e em todas as disciplinas. Os professores já receberam formação para adaptar as metodologias.

O ministro da Educação vai conhecer o projecto esta tarde. As salas de aula do futuro são uma aposta do Governo. Há seis em funcionamento, mas há mais 24 salas a ser preparadas em todo o país.

A iniciativa parte das escolas, o Ministério da Educação dá o apoio técnico e científico.

Comentários
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  • Kaganiço
    28 fev, 2016 montreal.canada 13:13
    espaço “chill out" ! Excelente português. Continuem, pois Camões agradece !
  • anselmo silva
    27 fev, 2016 angola 11:03
    eu amei esta sala gostaria de estudar la
  • Eugénio Franco Pinto
    26 fev, 2016 Geraldes - Peniche 18:10
    Sou professor no Agrupamento de Escolas de Atouguia da Baleia (Peniche) e termos, não uma mas duas Salas do Futuro, uma na Escola sede e outra na Escola Básica do 1.º ciclo em Ferrel, financiadas, respetivamente, por termos saído vencedores de um Projecto e Junta de Freguesia. Estão ambas equipadas com toda a tecnologia da informação, hardware e software, aplicada ao ensino; ecrâs e mesas digitais, activ-vote, tabletes, pc's, robótica, plataformas de acesso à net e intra-net, .... Acresce ainda, já há vários anos termos computadores ligados à net, projetores e ecrãs táctéis nas salas o que nos permite fazer os sumários e anotações on-line, informação esta que pode ser acedida pelos respetivos encarregados de educação através de uma password e também pelos professores a partir de casa. Também todas as actas são informatizadas...
  • Roberto Moreno
    26 fev, 2016 Lisboa 13:51
    GEOescola do Futuro, este é o nome de um projeto pioneiro, a nível mundial, e que está a ser apresentado ao governo e às varias escolas e universidades de Portugal, desde 1-1-1992, tal qual criei em 1974 no Brasil e, em 1989 - estive na origem do projeto "Escola do Futuro" na Universidade de São Paulo. Cá está um resumo desta história e que vai dar o que falar: Tudo começou a partir de 1992, em Portugal, quando apresentei para a Embaixada do Brasil, entre outras, e a mais de uma dezena de escolas e Universidades (Lisboa, Coimbra, Porto, Católica, UAL, Universidade Nova de Lisboa …) um projeto que comecei a desenvolver na Universidade de São Paulo (USP) em que consistia em criar um motor de busca no computador, para localizar, a principio, teses de mestrados e de doutoramento em Universidades dos 30 países Iberófonos, a partir de um projeto Piloto entre Brasil e Portugal. Fazia parte deste projeto (1992) também criar uma Rede Sociocultural, via computadores, entre professores e alunos, a principio, e daí para todo o Universo Iberófono (800 milhões de pessoas, 30 países, nos 5 continentes). - Creio que já perceberam que estou a falar do que hoje é conhecido como Google (criado em 1998) e Facebook (2004) - Como é evidente - tenho tudo documentado, pois faz parte de minha pesquisa para uma tese de Doutoramento. O jornal português - o Público, entrevistou-me em 1997 no hotel Sheraton de Lisboa, e lá fiquei entre 1996 e 2004 a desenvolver vários projetos, pioneiros, mas ...?!
  • Ma Augusta Barroso
    25 fev, 2016 Évora 14:08
    Que a força, empenho, dedicação, e...não nos abandonem! Todos seremos poucos para atingir a meta do sucesso... Que ninguém, no futuro, possa destruir o que de bom se fizer...
  • Eugénio Franco Pinto
    25 fev, 2016 Geraldes 13:12
    Sou professor numa delas e de facto é uma mais valia!... Há uma melhor aprendizagem dado permitir um melhor e maior acesso à informação e ao modo de a trabalhar, bem como uma interligação entre alunos e entre alunos e professor. É que nem se fala quanto à elevada motivação dos alunos!... É o dia para noite, face ao tempo dos quadros de ardósia!...

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