21 jan, 2016 - 23:24
Candidata presidencial considera que o "clima de guerrilha" que se gerou à volta da campanha afasta os jovens da política.A candidata presidencial Maria de Belém criticou, esta quinta-feira, a cobertura que a comunicação social está a fazer da campanha eleitoral.
Durante um encontro com jovens da Plataforma Reset e da Conexão Lusófona, em Lisboa, Maria de Belém lamentou “o tipo de perguntas que são feitas”, centradas “naquilo que dividia e não nos programas dos candidatos”.
“As perguntas que nos colocam também condicionam o tipo de discurso que vem a seguir. Porque eu não posso dizer: não vou responder, porque quero falar disto e daquilo ”, disse a antiga ministra e presidente do PS.
“Não é só o que se faz em política, mas o que se faz hoje em dia em matéria de cobertura mediática”, frisou Maria de Belém.
Nos últimos dias gerou-se polémica à volta de Maria de Belém por causa das subvenções vitalícias de ex-titulares de cargos políticos e por ter subscrito a lista dos 30 deputados que pediram ao Tribunal Constitucional (TC) a fiscalização desta norma do Orçamento do Estado para 2015.
A ex-presidente admitiu que o "clima de guerrilha" que se gerou à volta da campanha afasta os jovens da política. "Eu acho que sim, gostaria muito mais de ter discutido o programa das várias candidaturas. Puxei várias vezes o tema para aí mas não tive grande sucesso. Não gosto de política assente em guerrilha", salientou.