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Patriarca pede valorização da vida familiar com “referência masculina e feminina"

09 nov, 2015 - 16:37 • Agência Ecclesia

D. Manuel Clemente diz que bispos não podem esquecer momento da vida política portuguesa. A 19 de Novembro serão debatidos no Parlamento projectos de lei da esquerda para permitir a adopção de crianças nas uniões de pessoas do mesmo sexo.

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O cardeal patriarca de Lisboa, D. Manuel Clemente, pediu esta segunda-feira em Fátima que as várias forças políticas portuguesas defendam as “causas essenciais” da sociedade, desde a defesa da vida humana ao combate à pobreza.

No discurso inaugural da 188ª Assembleia Plenária da Conferência Episcopal Portuguesa (CEP), o presidente deste organismo destacou a importância da “superação de situações gritantes de desigualdade e pobreza” e “do apoio aos mais frágeis, em particular aos nascituros, às mães gestantes e às famílias”.

“Trata-se, em suma, de salvaguardar a vida humana em todas as suas fases, da concepção à morte natural; da valorização da vida familiar e da educação dos filhos, com referência masculina e feminina de geração ou adopção”, acrescentou, numa referência indirecta a alguns dos projectos políticos nestes campos que vão ser apresentados na próxima semana.

No dia 19 de Novembro vão a debate na Assembleia da República projectos de lei do BE, PS, PCP e PEV para revogar as alterações à legislação sobre o aborto aprovadas por PSD e CDS-PP no final da anterior legislatura e para permitir a adopção de crianças nas uniões de pessoas do mesmo sexo.

Já esta terça-feira vai ser votada uma moção de rejeição do PS ao programa de Governo PSD/CDS que deverá levar à queda do Executivo.

Prioridades da agenda política

Neste cenário, D. Manuel Clemente disse que os bispos não podiam esquecer o "momento" que vive a sociedade portuguesa, colocando como outras prioridades da agenda política “satisfazer as necessidades primárias de educação, saúde, segurança social, trabalho e emprego”, bem como “promover uma vida empresarial criativa e solidária”.

“Não será demais lembrar o que já referimos no comunicado final da nossa última Assembleia Plenária: todos ganharemos se forem tidos em conta os princípios do pensamento social cristão”, prosseguiu, evocando a este respeito o pensamento do Papa Francisco.

O cardeal patriarca realçou que estes princípios “correspondem a causas essenciais à dignidade humana, como a promoção do bem comum, a activação dos princípios da subsidiariedade e da solidariedade”.

Durante os trabalhos da Assembleia Plenária vai haver um “tempo de informação e partilha” sobre o acolhimento aos refugiados, bem como sobre a visita ‘ad limina’ de Setembro, na qual o Papa deixou “indicações preciosas sobre o modo mais acompanhado e vivo” de “manifestar aos adolescentes e jovens a presença de Cristo”, lembrou.

O episcopado católico português vai ainda debater a última reunião do Sínodo dos Bispos sobre a família.

O presidente da CEP afirmou que só as famílias podem oferecer “uma resposta integradora” aos problemas levantados pela “desagregação sociocultural” e a globalização.

Os bispos portugueses vão debater um documento dedicado à catequese, ‘A alegria do encontro com Cristo’, visando a “renovação permanente” do sector e a integração em “comunidades vivas e missionárias”.

O patriarca de Lisboa aludiu também à preparação do centenário das Aparições de Fátima (2017), “acontecimento de primeira grandeza por tudo o que significa na alma e na prática de tantos católicos de perto ou de longe”.

Comentários
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  • mara
    22 nov, 2015 Portugal 17:10
    O mundo está virado de pernas para o ar, estão a destruir-se os valores Sagrados dos Mandamentos dados por Deus a Moisés no Monte Sinai...tirou-se Deus do centro do Mundo, colocou-se o dinheiro, o poder, a vaidade, o eu, só eu e ninguém mais do que eu... E neste momento está a banir-se totalmente o Amor, a Paz e a valorizar o ódio, a guerra, a intolerância...Que Deus tenha dó desta infeliz Humanidade.
  • Ana Felix da Costa
    11 nov, 2015 6069453 16:51
    Boa tarde não é um comentário que tenho a fazer mas sim uma pergunta. Por um lado estou de acordo com o facto de os Homossexuais não poderem adoptar uma criança/filho, por outro não poderá ser uma alternativa a essa criança em vez de ficar numa instituição, tantas vezes muito formatada? Claro que provavelmente não se poria a questão de adopção mas de acolhimento. Faz sentido a minha dúvida?
  • Ze Fala Barato
    10 nov, 2015 Braga 00:34
    Outra vez esse debate que ainda ha bem poucas semanas foi discutido.Sera que 'e a coisa sempre mais importante para os politicos? e porque?Onde esta o anjo de portugal ??que venha ver isto!!!

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