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CTI2015: Lisboa foi a capital da tecnologia europeia durante três dias

28 out, 2015 - 12:14 • Ana Carrilho

“Inovar, Ligar Transformar” foi o slogan do evento organizado pela Comissão Europeia, em parceria com a Fundação para a Ciência e a Tecnologia, que juntou mais de sete mil pessoas em Lisboa durante três dias.
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Trabalho Sem Fronteiras (28/10/2015)
Trabalho Sem Fronteiras (28/10/2015)

Um robot que pretende ser um tutor para estudantes dos 10 aos 15 anos, uma aplicação de telemóvel que veste a farda de mordomo para ajudar os mais velhos a combater o isolamento ou a exploração do potencial do grafeno, o novo material do futuro, mais resistente, eficaz e barato. São apenas alguns dos cinco projectos mais apelativos que estiveram expostos na praça do Comércio a semana passada, no âmbito da conferência CTI2015, que este ano decorreu em Lisboa.

Entre 20 e 22 de Outubro passaram pelo Centro de Congressos de Lisboa cerca de 7 mil participantes, vindos dos quatro cantos do mundo, mas sobretudo da Europa. Além das conferências institucionais, em que participaram também os comissários europeus da Economia e Sociedade Digital – Gunter Oettinger – e da Investigação, Inovação e Ciência – Carlos Moedas – o evento propiciou centenas de encontros informais.

Na área de exposições estiveram 150 projectos europeus ou com cooperação europeia, todos eles financiados por fundos comunitários, onde se mostrou o que de mais avançado se faz na área tecnológica, a pensar num futuro melhor para os cidadãos, com mais crescimento económico e emprego.

A participação portuguesa ainda não é a desejada mas, nos últimos anos, a evolução tem sido notória. E alguns projectos marcaram presença na FIL. Por exemplo, o veículo de detecção de minas, o sistema de terapia da fala para vítimas de AVC, o radiotelescópio que vai ajudar os investigadores a tornar a internet muito mais rápida num futuro próximo. Ou ainda o uso da física quântica para estudar os processos de fotossíntese ou o olfacto – sentido cuja reprodução ainda não é possível fazer artificialmente.

Nos próximos dois anos a Comissão Europeia vai investir 16 mil milhões de euros em investigação e inovação. Em entrevista à Renascença, o Comissário Carlos Moedas frisou que as áreas da saúde, energia, agro-alimentar, águas e oceanos são prioritárias.

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