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Perguntas para as legislativas

Legislativas. Como vai ser a escola depois das eleições?

28 set, 2015 - 12:36 • Ricardo Vieira

Combate ao insucesso e abandono escolar, escolas independentes, manuais escolares, fim da prova de professores são alguns dos compromissos dos programas eleitorais para o sector da educação.
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O PS promete um “combate sem tréguas” ao insucesso escolar e recuperar a chama da paixão pela educação. Quer reduzir os chumbos “para metade” nos primeiros nove anos correspondentes ao ensino básico e garantir que todos os alunos cumpram, com qualidade, os 12 anos de ensino obrigatório.

Para isso, o PS vai começar pelo início. Pretende garantir um lugar no pré-escolar para todas as crianças dos três aos cinco anos.

O ministro Nuno Crato implementou e os socialistas vão “reavaliar” os exames nos primeiros anos de escolaridade e suspender a polémica prova de avaliação de capacidades e conhecimentos (PACC) dos professores.

O programa socialista reforça a acção social escolar, com medidas como um “sistema de aquisição e retorno de manuais escolares que assegure a progressiva gratuitidade”.

António Costa quer criar, também, novas oportunidades para quem quiser regressar à escola, através do lançamento de um “Programa de Educação e Formação de Adultos”.

PSD/CDS: Mais espaço para os privados

A coligação Portugal à Frente (PSD/CDS) promete a “universalização, até ao ano lectivo 2016/2017”, da oferta da educação pré-escolar desde os quatro anos e preparar o alargamento a crianças a partir dos três anos.

Se o PSD/CDS forem governo e cumprirem o que prometem, o insucesso e abandono escolar vão ter um “plano de combate” e o ensino profissional e vocacional vai ser alargado a todo o país, especialmente às regiões onde estes cursos possam “desempenhar um papel muito relevante no combate ao abandono escolar” e “colmatar necessidades de técnicos qualificados”.

Passos Coelho e Paulo Portas querem dar mais liberdade de escolha entre público e privado. Propõem alargar o acesso aos contratos simples, que são o apoio directo às famílias que optem por colocar os filhos num colégio privado.

Também apostam nas “escolas independentes”, projectos alternativos dentro do serviço público em que a gestão pode ficar a cargo de professores, pais, autarquias ou instituições particulares de solidariedade social.

Manuais grátis, prometem CDU e Bloco

Se chegar ao Governo, a CDU vai alargar o pré-escolar a todas as crianças a partir dos três anos, avançar com a “distribuição gratuita dos manuais escolares” até ao 12º ano e a “redução do número de alunos por turma em todos os ciclos de ensino”.

A coligação formada por PCP e Os Verdes também quer mudar a forma como alunos e professores são avaliados. Defende “novos modelos” para os estudantes, assentes em “princípios de valorização da avaliação contínua”, e o fim da prova de professores.

O reforço do orçamento do Ministério da Educação em dois mil milhões de euros ao longo dos próximos quatro anos e a “contratação dos meios humanos e materiais que garantam uma escola pública inclusiva e o apoio a todas as crianças e jovens que necessitem” são outras medidas inscritas no programa da CDU.

Nas prioridades do Bloco de Esquerda (BE) está a “gratuitidade da escolaridade obrigatória, nas condições básicas de matrícula, alimentação, manuais e material escolar”.

O BE também quer alargar o pré-escolar às crianças a partir dos três anos e reduzir o número de alunos por turma para 20 no primeiro ciclo e 22 para os demais.

O manifesto bloquista chumba os programas de Português e Matemática implementados pelo ministro Nuno Crato e promete o regresso às versões anteriores. O Bloco propõe ainda o reforço de professores, técnicos especializados e funcionários, com contratos estáveis.


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  • bláblá
    03 out, 2015 Guarda 00:11
    A paixão pela Educação do PS foi uma no tempo de Guterres e o Oposto no tempo do Sócrates, Com Guterres valorizou-se a Educação, com Sócrates desvalorizou-se. Sabendo que o António Costa é um dos homens do Sócrates (como os seus apoiantes) já se sabe o que se espera à partida, a desvalorização na e da Educação (muitos diplomas "arranjados" à Sócrates como se viu nas Novas Oportunidades. Com Sócrates tudo valia para se auferir de um grau académico, Costa sempre apoiou e apoiará até a COMUNIDADE EDUCATIVA EUROPEIA dizer que a educação portuguesa (graus académicos) não valem na UE por falta de rigor (como se o curso do vosso filho não valesse nada lá fora) qualitativo.
  • Susana
    30 set, 2015 Lisboa 16:40
    E o que vai acontecer aos feriados que nos foram roubados? E ao horário de trabalho que foi aumentado enquanto nos tiravam dinheiro do ordenado?
  • José Mário Ferreira Machado
    28 set, 2015 ferney voltaire 19:12
    Isabel o acordo ortográfico e o menos importante neste assunto que foram focado porq se falarmos em acordo primeiro teríamos que pegar nos professores, doutores e outros afins me desculpa a expressão de António Silva e fazer que esses senhores saibam fazer um requerimento algo que as pessoas não sabem fazer diria 85% Que chegam ao ridículo de pedir uma minuta. Continuar com a notícia estou de acordo e vai ao encontro da Constituição temos que ter uma educação gratuita desde escola pública aos manuais até ao ensino obrigatório. Segundo ponto queria que todo o Professor deve ser professor só quando frequentar curso superior no mínimo passa no Instituto Superior de Educação durante 3 anos porq ser Engenheiro, Militar Superior,Advogado,Economista ou outro Curso Superior não tem que ser docente porq se especializou nessa área concerteza não tem vocação especializada para ser docente pois além de ter conhecimento deve ter vocação de orientação e educar o aluno. Tudo o resto só modernices eu sou a favor da educação do antigo regime onde a disciplina e o respeito se criam grandes homens e mulheres. Pois se deixou de ter carácter e valores humanos quando existe liberdade que não respeita a liberdade do próximo. Boa Noite
  • Zé-Povinho
    28 set, 2015 Lisboa 17:41
    Se ganhar o PS, teremos escola para todos. Mas, Se ganhar o PSD/CDS, teremos escolas para ricos e escolas para pobres e, as saídas profissionais serão: ou Por mar ou Por terra ou pelo ar!
  • João
    28 set, 2015 joa_21@hotmail.com 17:08
    Como vai ser?! A desgraça que já é! Muito graças ao tal ps que muito contribui para a destruição do ensino público e os últimos desgovernantes continuaram a fazer mais desgraça. Só uma pequena lista que revela o estado do ensino/público escolas ao nível do 3º ciclo e secundário: 1- Ataque sistemático, sem fundamento, aos direitos dos professores, sobrecarregando-os e humilhando-os, isto ainda no anterior desgoverno; 2- Golpada inaceitável de criar os mega Agrupamentos e para cúmulo acabando com a eleição democrática das direções que passaram a ser nomedas por confiança política, havendo neste momento um grande mal estar porque essas direções sabem que estão impunes e já há muitos agrupamentos com pequenas tiranias e a cometer uma série de supostos abusos e irregularidades,desde a distribuição de horários, à gestão incompetente, a obrigarem também professores do 3º ciclo e secundário a dar aulas aos do 1º ciclo,quando não tiveram formação para isso e contando umas vezes como hora letiva outras não!; 3- Grande falta de condições, há muitas escolas onde nem um agrafador existe na sala de diretores de turma; escolas novas quentíssimas onde não se consegue estar,construídas pelo amigo do que saiu de évora e agora está refastelado a encomendar pizas! 4 - Onde estão as melhorias urgentes da «parque escolar» e o julgamento?! 5 - As escolas públicas,muitas têm um péssimo ambiente,cheias de marginais e agressores impunes!Ser professor é de risco e muito desgastante...e humilhante!
  • Isabel A. Ferreira
    28 set, 2015 Porto 16:35
    Mais do que tudo o resto é urgente, é premente deitar ao lixo o acordo ortográfico 1990, que está a "fabricar " os futuros analfabetos de Portugal.