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Perguntas para as Legislativas

Legislativas. O que vai acontecer ao meu salário?

25 set, 2015 - 16:34 • Ricardo Vieira

Os programas dos principais partidos tentam falar ao coração e à carteira dos eleitores.
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Não é aumento salarial no sentido tradicional, mas vai significar mais dinheiro para os trabalhadores ao final do mês. A medida é uma das bandeiras do PS: consiste em baixar as contribuições para a Segurança Social e é muito criticada pela coligação PSD/CDS.

De acordo com o programa socialista, a chamada taxa social única (TSU) vai sofrer uma “redução progressiva e temporária” de quatro pontos percentuais, até 2018 – os trabalhadores descontam, actualmente, 11% do seu ordenado para Segurança Social. A partir de 2019, começa um percurso inverso ao longo de oito anos.

A medida aumenta o rendimento disponível dos trabalhadores com menos de 60 anos e será compensada nas pensões em pagamento a partir de 2027. O PS quer, desta forma, estimular a procura interna e criar postos de trabalho.

O que fazer ao salário mínimo?

A próxima paragem nesta leitura dos programas eleitorais diz respeito a um em cada cinco trabalhadores, às 880 mil pessoas que recebem o salário mínimo nacional (SMN). Neste ponto, os principais partidos repartem-se entre intenções sem números e aumentos com valores concretos.

A coligação Portugal à Frente (PSD/CDS) lembra que subiu o SMN na última legislatura, de 485 para 505 euros. Defende que um futuro aumento deve estar dependente da “evolução da produtividade do trabalho”.

O PS também não se compromete com números no seu programa eleitoral, mas defende que é preciso “garantir a revalorização do salário mínimo nacional”. Para tal, propõe um acordo de “médio prazo” com patrões e sindicato, na concertação social.

A CDU defende uma subida do SMN de 505 para 600 euros, já no início do próximo ano. O Bloco de Esquerda (BE) propõe um aumento igual, com “urgência”, para repor o poder de compra perdido nos últimos anos.

Salários, horas ...

Todos os partidos com assento parlamentar dizem nos seus programas eleitorais que vão reverter os cortes salariais na Função Pública, em vigor há quatro anos. Só varia o ritmo.

Pedro Passos Coelho e Paulo Portas prometem uma "recuperação integral" até 2019. Serão devolvidos 20% ao ano, percentagem que até pode ser maior se houver folga orçamental.

O Partido Socialista acaba, até 2017, com os cortes extraordinários nos salários dos funcionários públicos: Devolve 40% em 2016 e o restante no ano seguinte.

A CDU e o BE prometem devolver a parte dos salários perdida nos últimos anos. Os comunistas também prometem tirar do “congelador” as progressões salariais e profissionais no Estado.

Socialistas, comunistas e bloquistas estão em sintonia no regresso às 35 horas de trabalho semanais na função pública – desde Outubro de 2013 que o horário aumentou para 40 horas.

... e feriados cortados

Quanto aos quatro feriados (dois civis e dois religiosos) suspensos durante o resgate da troika, CDU e Bloco defendem o fim da medida nos programas eleitorais.

O PS não faz referência no programa eleitoral à reposição dos feriados, mas o líder António Costa já disse que é essa a sua intenção.

Os feriados de 1 de Dezembro e de 5 de Outubro foram eliminados em 2012, assim como os feriados religiosos de Corpo de Deus e Dia de Todos os Santos.

A coligação PSD/CDS propõe, “a partir de 2016 e com espírito de gradualismo, a revisão do acordo com a Santa Sé sobre a questão dos feriados religiosos, tendo em atenção a sua correspondência nos feriados civis”.


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Comentários
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  • Bláblá
    03 out, 2015 Guarda 00:16
    Com o António Costa ganha o mesmo ou até mais, depois paga o próximo Resgate da Velha Troika (com novo governo, obviamente). À primeira todos caem, à segunda cai quem quer, à terceira cai quem é parvo (já estamos na terceira bancarrota a que os socialistas nos conduziram) Agora sempre pode escolher uma 4ª bancarrota.
  • manuel
    28 set, 2015 lisboa 17:38
    não confio no passos nem no nenino das birras fer birra para lhe darem o lugar de viçe primeiro menistro devia ter tomtes e demitir-se não voto neles
  • paulo mota
    28 set, 2015 jotas@sapo.pt 17:14
    com o meu voto o psd não conte. mas sei que por ai há muita gentalha que come queijo e esqueceu-se do que els roubaram e acreditam no pai natal...portanto votem lá no portugal á frente e vão ver o portugal atrás que ai vem. depois chorem-se que é tarde! já roubaram pouco e se lá ficarem esperem pelo resto a dobrar..desde qd dão alguma coisa o portinhas e o coelho?
  • LUIS CARVALHO
    28 set, 2015 28/09/2015 16:40
    Gostava de ouvir os candidatos a primeiro ministro a comprometer-se com os portugueses se não cumprissem o que estão a prometer se dimitiam da governação caso ganhassem
  • António Carlos
    28 set, 2015 SINTRA 16:38
    Entre o Passos e o Costa não existem grandes diferenças. Se ganhar um ou ganhar outro no fim. fica tudo igual. Só o que muda são as "MOSCAS"
  • Zaqueu
    26 set, 2015 Setubal 11:18
    O teu salário não sei, mas o meu sei que não vai subir (por isso ou fica igual ou baixa)! Esperem pelo dia 5 de Outubro!
  • frederico fonseca santos
    26 set, 2015 Lisboa 01:56
    A operação que está em curso na UE, levada a cabo pelos governos neoliberais ou simplesmente conservadores, é a redução dos rendimentos do trabalho e o aumento dos rendimentos do capital. Se derem novamente oportunidade à coligação de direito, a operação vai continuar.
  • Fernando
    25 set, 2015 Amarante 23:46
    É com promessas destas de dar tudo o foi retirado e mais alguma coisa, que ninguém acredita noi PS. Prometem mundos e fundos. E eu pergunto: Com que dinheiro? Para aldrabilhas já chega o 1º Min.
  • paulo baltasar
    25 set, 2015 lisboa 23:38
    mal por mal antes o PS!
  • josegomesLisboa
    25 set, 2015 Lisboa 21:50
    O grande problema do ps é que o costa=varoufakis, não percebe nada de economia, é como o 44 quando chegou a paris disse que as dividas do estado não são para pagar, e foi a risota total da audiência. por algum motivo costa=varoufakis, é o braço direito do 44. Então a segurança Social tem um buraco de 600 milhões, e o costa quer cavar mais 1000 milhões??? 600+1000 dá 1600 milhões, e depois quem vai receber reforma se já não resta dinheiro?