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​Patriarca de Lisboa. Refugiados precisam de casa, escola e trabalho

24 set, 2015 - 12:57

"Há um conjunto de factores que têm de ser todos muito interligados”, diz D. Manuel Clemente.

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O patriarca de Lisboa, D. Manuel Clemente, lembra que não basta receber os refugiados, é preciso também garantir uma rede de apoio para a educação, trabalho e integração das pessoas.

A ideia foi sublinhada na quarta-feira à noite, num jantar debate na Ordem dos Engenheiros, em Lisboa.

“Nós temos manifestado estes dois sentimentos: em primeiro lugar, de disponibilidade e depois da consciência que isto tem de ser tudo muito interligado e que há questões de não apenas receber, mas de prover. Estas pessoas precisam de casa, têm filhos, precisam de escola, é trabalho… Há um conjunto de factores que têm de ser todos muito interligados”, explica.

A crise dos refugiados tem gerado na sociedade civil uma onda de indignação. Em Portugal, por exemplo, várias iniciativas resultaram na recolha de 50 toneladas de roupa, brinquedos, medicamentos e comida que já começaram a ser distribuídas, na fronteira da Croácia com a Sérvia.

A caravana Aylan Kurdi, o nome da criança síria que deu à costa já morta e cuja imagem chocou o mundo, chegou à Croácia e os três camiões, que partiram de Portugal, já foram descarregados. O material está nas mãos da Cruz Vermelha.

Comentários
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  • António
    25 set, 2015 Lourinhã 12:18
    E os portugueses não precisam ? Vendem-lhes armas com uma mão, e recebem os refugiados com a outra. Chega de hipocrisia. A guerra na Síria ( e noutras partes...), acaba amanhã, se americanos,russos, franceses, israelitas etc deixarem de lhes fornecer armas diariamente. História muito mal contada.
  • aaaa
    25 set, 2015 Coimbra 12:07
    O Senhor Cardeal alguma vez criou uma rede de apoio para a educação, trabalho e integração das pessoas.da sua diocese?
  • CP
    25 set, 2015 Senhora da Hora 11:15
    Sim Sr Patriarca os refugiados precisam de casa, escola e trabalho. Concordo. E os que que estão cá, todos têm casa, escola e trabalho ? É de ter em conta que muita gente que não são refugiados estão a ser marginalizados pela sociedade !

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