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Manifesto sai em defesa do Chefe do Estado-Maior-General das Forças Armadas

21 jul, 2019 - 10:50 • Rui Barros, com Filomena Barros

Documento com palavras duras dirigidas ao ministro, sugere que ninguém assuma o lugar de Chefe do Estado-Maior-General das Forças Armadas caso o almirante Silva Ribeiro se demita.
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Um manifesto, que, de acordo com o “Correio da Manhã”, está a ser partilhado por centenas de militares, muitos oficiais superiores dos três ramos no ativo e na reserva, defende que, caso o Chefe do Estado-Maior-General das Forças Armadas (CEMGFA) decida demitir-se, ninguém deve assumir o seu cargo.

No documento obtido pelo “Correio da Manhã” e assinado tenente-coronel (na reforma) Brandão Ferreira, o militar sai em defesa do CEMGFA, dizendo que este disse a "verdade" e classifica a resposta do ministro da Defesa como sendo “miserável” e “com os pés”.

O militar refere-se à entrevista à Renascença e ao "Público", na qual o CEMGFA disse que a situação nas Forças Armadas “é insustentável” devido à falta de efetivos.

​Almirante Silva Ribeiro. A situação das Forças Armadas "é insustentável"
​Almirante Silva Ribeiro. A situação das Forças Armadas "é insustentável"

Em resposta, o ministro disse que “o papel do chefe do Estado-Maior das Forças Armadas é assegurar que as missões são cumpridas” e que, “se ele chegasse à conclusão que não pode cumprir essas missões, então sairia”.

O militar interpreta essas declarações como sendo um “convite à demissão” do CEMGFA, e, por isso, diz que “o confronto vai ser inevitável”. Como retaliação, o signatário do manifesto sugere, caso o CEMGFA se demita, “ninguém assumirá o cargo”.

De acordo com o “Correio da Manhã” são centenas os militares que subscrevem este documento.


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  • José santos
    25 jul, 2019 Porto 22:15
    É de homens frontais como este general, que Portugal precisa. Homens que ao pintem o dedo e o caminho a seguir. Talvez seja por aqui que o desenrolar de um novo 25 de abril, venha a acontecer. O.povo, as forças armadas, bem como as restantes forças do país, estão fartos de governantes com duas caras e poucos ou nenhum escrúpulos. As forças armadas devem estar ao serviço do povo e vice-versa. Os governos passam, mas os portugueses indignados ficam, num país cada vez mais pertença de uma seita secreta, do que do seu próprio povo.
  • António dos Santos não quero visitar um site vendido
    21 jul, 2019 Coimbra 23:12
    Aqui temos o corporativismo das FA!!! O problema não é haver praças suficientes, o problema é que não há verbas disponíveis, para colocar os praças necessários. E porquê? Porque a composição das forças armadas portuguesas, são uma pirâmide invertida, pelo que torna as n/ forças armadas, desequilibradas. E este desequilíbrio, provoca um custo exponencial e injustificado. Este documento é uma expressão cobarde dos seus mentores, que se servem dum oficial, que já não está no activo!!!
  • Manuel
    21 jul, 2019 Valadares 20:56
    Portugal só tem ministros da propaganda e este o que sabe de tropa Nada estes políticos não sabem nada de nada.
  • Ex Adjunto
    21 jul, 2019 Portugal 20:45
    100..120...claro.. há unidades que nem 60 teem.. praças que gostariam de estar ao serviço e saem porque assim tem de ser quando acabam os 6 ou 7 anos.. alguns nem acabam o contrato como é obvio é por causa da estabilidade que o exército não da para as pessoas.. longe de casa a receberem quase o ordenado minimo..com filhos para criar..casa para sustentar.. com 600 euros ou menos não dá.. abram os quadros para praças que resolvem o problema... GNR? Só passavam ir se fizessem no mínimo 2 ou 3 anos de serviço e acabar com entrada direta sem serviço militar... Entre muitas outras coisas que podia dizer para resolver... Foi preciso de alguem ficar naquele estado para Depois por "pena" o meterem nos quadros.. nao digam que é porque serviu a patria.. muitos outros serviram e não fizeram igual.. espero que Camarada Camará recupere e que sim se tiver nos quadros vai continuar a servir a pátria de coração
  • João Lopes
    21 jul, 2019 19:53
    O culpado de o exército estar em mau estado é o Passos Coelho!
  • Manolo
    21 jul, 2019 da Rua 14:04
    Infelicidade de ministros ! A proposito o " Cu de Secretaria" fez Tropa ? Grande CIDADAO ! ?
  • Joao Almeida
    21 jul, 2019 Aveiro 12:02
    Este ministro o que é que sabe das forças armadas ..nem fez a tropa para ter o minimo do que é a vda militar e vem agora botar palavras politicas que não devem entrar nas forças armadas.....este zezinho pensa que qualquer recutra depois de fazer a dita recutra está pronto para ir para uma missão num palco de guerra ..ignorancia quando os MILITARES para operações em palcos de guerra alguém tem que ficar por cá ....politico ,,,,,,
  • Cidadao
    21 jul, 2019 Lisboa 11:24
    Demitir-se é fazer a felicidade do ministro Cravinho, que por muitos oficiais que se manifestem indisponíveis para o lugar, arranjará sempre um cordeiro vendido para ocupar o lugar sob os mais variados pretextos. O CEMGFA deve manter-se no lugar e manter a pressão sem recuar. No retreat, no surrender. E se o ministro o quiser calar, que o demita ele mesmo, se tiver coragem para tal.