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Padre de Paredes nomeado pelo Papa para bispo auxiliar do Porto

17 jul, 2019 - 11:00 • Ana Catarina André

D. Vitorino Soares, de 58 anos, era até agora pároco no concelho de Paredes. Ordenação está prevista para setembro.
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D. Vitorino Soares foi nomeado bispo auxiliar do Porto esta quarta-feira. O sacerdote, até agora pároco de Castelões de Cepeda e Madalena, em Paredes, recebeu a notícia “com alegria”, mas “com sentido de responsabilidade”.

“Senti-me muito pequenino, sustive a respiração e recuei no tempo 34 anos aquando da minha ordenação sacerdotal. É o mesmo Senhor Jesus Cristo que através da Igreja me concede este dom e coloca em minhas frágeis mãos este desafio”, escreveu o prelado de 58 anos numa saudação à diocese do Porto.

“O Papa Francisco ao ir buscar um pobre pároco, dá-nos um sinal, que eu gostaria de partilhar com todos os párocos, vendo em mim cada um deles, no trabalho dedicado e silencioso, que sustenta uma boa parte da vitalidade pastoral”, acrescentou D. Vitorino, que era pároco de Castelões de Cepeda há 25 anos. O novo bispo sublinhou ainda que “sob inspiração do ano missionário que vivemos, gostaria de contribuir para uma comunhão missionária na Igreja”.

Porto tem novo Bispo auxiliar
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Nascido a 19 de outubro de 1960 em Luzim, antiga freguesia do concelho de Penafiel, D. Vitorino José Pereira Soares é o mais velho de cinco irmãos, um dos quais também padre, o sacerdote Avelino Soares, atual pároco de Rio Tinto. Estudou teologia entre 1979 e 1984 e foi ordenado a 14 de julho de 1985, na Sé do Porto – fez 34 anos no passado domingo. Ocupou vários cargos, entre os quais o de prefeito do Seminário Maior do Porto (1989-1994), o de capelão militar (1987-1989) e o de prefeito do Seminário Menor do Bom Pastor (1984-1987). Foi também diretor do secretariado diocesano da pastoral juvenil, professor de religião e moral e assistente espiritual das conferências vicentinas.

A sua nomeação foi recebida “com alegria” por D. Manuel Linda, bispo do Porto, “um dom recebido do céu por intermédio do Papa Francisco”. “Esta ligação ‘genética’ ao Porto, ao seu clero, religiosos e leigos, tornam-no particularmente sensível para a compreensão das habituais vivências, específicas sensibilidades e justas aspirações da nossa Diocese. E o seu temperamento acolhedor e afável muito contribui para fazer desta Igreja uma comunidade acolhedora, motivada, sensível e fraterna”, escreveu o bispo do Porto.

Prevê-se que a ordenação episcopal decorra no dia 29 de setembro, no Porto.


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