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EMEL vai oferecer dísticos e lugar à porta – mas não a todos. Veja se é abrangido

15 jul, 2019 - 12:54 • Rui Barros com Liliana Monteiro

Conheça as propostas do novo Regulamento Geral de Estacionamento e Paragem na Via Pública, que deverá ser submetido a consulta pública ainda este mês.

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Os residentes de Lisboa que tenham três ou mais filhos em que o mais novo tenha até dois anos vão ter direito a um lugar reservado à porta de casa.

A garantia foi dada esta terça-feira pelo vereador da mobilidade da Câmara Municipal de Lisboa, Miguel Gaspar, que apresentou um conjunto de propostas para a revisão do regulamento da EMEL – Empresa Municipal de Mobilidade e Estacionamento de Lisboa.

As alterações foram apresentadas numa conferência de imprensa dedicada ao novo Regulamento Geral de Estacionamento e Paragem na Via Pública, que deverá ser submetido a consulta pública ainda este mês.

Para além desta medida “amiga” de quem tem crianças, a Câmara de Lisboa vai também oferecer um dístico a famílias que só tenham um carro registado na sua morada. “Para as famílias que só têm um dístico, um carro com um dístico, esse dístico passa a ser gratuito, numa discriminação positiva de quem só ocupa, de facto, um lugar na via pública", disse Miguel Gaspar em declarações à Renascença.

Por outro lado, “o terceiro dístico vai ficar mais caro” nas zonas de Lisboa onde há “maior pressão de estacionamento”.

A Câmara também quer promover o uso de serviços de carro partilhado. E, por isso, os utilizadores deste serviço também vão poder beneficiar de um lugar de estacionamento gratuito.

Novos preços e mais horários

A par das medidas que facilitam o estacionamento a quem tem crianças e a quem usa serviços de carro partilhado, a autarquia anunciou também que vai criar duas novas zonas de estacionamento, com preços mais elevados por menos tempo de estacionamento.

Assim, para além da zona “verde”, “amarela” e “vermelha”, já existentes na capital, vão ser criadas as zonas “castanha” e “preta” nos locais onde se verifica maior pressão de estacionamento. Apesar de estas zonas ainda não estarem definidas, Miguel Gaspar avançou que serão implementadas no eixo central, nomeadamente na Avenida Fontes Pereira de Melo e na Avenida da Liberdade.

“Serão criadas duas zonas tarifárias novas, a castanha e a preta", num plano "que se insere num exercício que já temos sinalizado de várias juntas de freguesia, em particular nestas zonas mais centrais, que estão preocupadas com a pressão do estacionamento na sua freguesia. Há a necessidade de criar mais espaço para os residentes na via pública e também para o comércio, e portanto vamos iniciar este trabalho em conjunto com estas freguesias", adianta Miguel Gaspar à Renascença.

Quem estacionar na zona “castanha” pagará dois euros por hora. Já quem estacionar na zona “preta” pagará três euros por hora, por um período máximo de duas horas.

Atualmente existem três tarifários, sendo que a cor verde custa 80 cêntimos por hora, a amarela tem um custo de 1,20 euros/hora e a vermelha 1,60 euros por hora.

“Estas zonas castanhas e pretas, quando forem usadas, certamente sê-lo-ão nas zonas de maior procura, entre Entrecampos, Marquês de Pombal e a baixa de Lisboa", acrescenta o vereador.

A ambição da autarquia em conjunto com a empresa municipal é ter "pelo menos um lugar livre em cada quarteirão para quem quiser estacionar na via pública encontrar um lugar à primeira". E com esta medida, ressalta "o que queremos é que quem está à procura de estacionamento, em particular de mais longa duração, utilize os parques da cidade de Lisboa. Há muitos parques com centenas de lugares disponíveis nesta zona central que referi e com isto conseguirmos libertar o espaço à superfície."

A EMEL vai também passar a operar mais tempo. Com a revisão do regulamento desta entidade responsável pelo estacionamento lisboeta, a ideia passa por levantar a restrição de apenas poder operar 16 horas por dia.

Algumas destas medidas serão implementadas ainda este ano e outras apenas no primeiro semestre do próximo ano. Por ora, o regulamento vai ficar em consulta pública, na qual o vereador convida a que "todos os cidadãos participem".

[Atualizado às 16h30]

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