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Governo anuncia criação de 446 camas de cuidados continuados

12 jul, 2019 - 21:28

O primeiro-ministro elogiou os resultados para o sistema de saúde na sequência do "casamento" entre Câmara de Lisboa e Santa Casa da Misericórdia no tempo em que Santana Lopes assumiu as funções de provedor.
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O Governo autorizou esta sexta-feira a criação de mais 446 vagas em unidades de cuidados continuados integrados até ao final do ano.

O anúncio foi feito pela ministra da Saúde, Marta Temido, na cerimónia de inauguração da unidade de São Roque, no Hospital Pulido Valente, a primeira de cuidados continuados da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa.

Até ao fim do ano deverão estar disponíveis 9.334 camas na Rede Nacional de Cuidados Continuados Integrados.

Um comunicado conjunto dos ministérios da Saúde e Segurança Social refere que os contratos-programa a celebrar para o triénio 2019-2021 preveem a abertura de 91 camas a Norte, 150 no Centro, 185 em Lisboa e Vale do Tejo, nove no Alentejo e 11 no Algarve.

A maior parte são unidades de média duração e reabilitação (até 3 meses) e de longa duração e manutenção (entre 6 meses e um ano).

Ainda assim a ministra da Saúde, Marta Temido, reconhece que é preciso fazer um esforço muito grande, uma vez que o país ainda não chegou à meta de 14.000 vagas de cuidados continuados integrados de diferentes tipologias que tinha sido definida para 2014.

Costa elogia "casamento" entre Câmara de Lisboa e Santa Casa

O primeiro-ministro elogiou esta sexta-feira os resultados para o sistema de saúde na sequência do "casamento" entre Câmara de Lisboa e Santa Casa da Misericórdia no tempo em que Santana Lopes assumiu as funções de provedor.

António Costa assumiu esta posição na cerimónia de inauguração da unidade de cuidados continuados integrados de São Roque, no Hospital Pulido Valente, em Lisboa - uma unidade que será coordenada pela antiga ministra da Saúde Ana Jorge e que terá capacidade para 44 camas.

"Este é um momento importante, porque se avança com um dos pilares fundamentais daquilo que é preciso fazer-se no Serviço Nacional de Saúde (SNS). Claro que é preciso suprirem-se as falhas do SNS, reforçá-lo e robustecê-lo, mas também é preciso fazer diferente em duas linhas: Desenvolver uma rede de cuidados de saúde primários com novas valências e uma rede de cuidados continuados integrados", declarou o primeiro-ministro.

Nesta estratégia de diversificação da oferta do SNS, António Costa considerou essencial "a existência de um grande esforço de trabalho em rede e em parceria" para que existam novas respostas.

"Esta parceria com a Santa Casa da Misericórdia de Lisboa é particularmente relevante, porque nesta região do país [Lisboa] as carências são paradoxalmente acentuadas. Mas é também particularmente relevante porque representa um sinal do fim de um divórcio de muitas décadas entre a Santa Casa da Misericórdia de Lisboa e o município de Lisboa", disse.


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