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​Quer aprender a construir e a tocar gaita de fole?

11 jul, 2019 - 11:35 • Olímpia Mairos

Casa da gaita e do gaiteiro nasce em Mogadouro. O espaço cultural alberga um centro de documentação, uma oficina para a construção ou recuperação de gaitas de foles, uma escola do instrumento e uma loja.
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Abre esta sexta-feira ao público, em Mogadouro, a casa da gaita e do gaiteiro, um espaço multifacetado dedicado às gaitas de foles e aos tradicionais gaiteiros do Planalto Mirandês.

O novo espaço custou 300 mil euros e surge para “homenagear todos os gaiteiros e outros instrumentistas da região e do país que souberam preservar uma tradição tão ancestral como é o toque da gaita-de-foles, tão característico do folclore e da cultura transmontana”, afirma o presidente da Câmara de Mogadouro, Francisco Guimarães.

Com a casa da gaita e do gaiteiro nasce assim um centro de interpretação, documentação e musealização das tradicionais gaitas de foles do Planalto Mirandês.

Iniciado em 2015 o projeto sofreu “alguns atrasos na sua construção”, conta o autarca, sublinhando que “certo é que está concluído e pronto a dar a conhecer a sua temática dedicada às gaitas de fole e aos gaiteiros”.

“Neste espaço há uma particularidade: vamos poder ensinar a construir e a tocar gaita de fole”, adianta Francisco Guimarães.

O novo equipamento cultural, constituído por um centro de documentação, uma oficina para a construção ou recuperação de gaitas de foles, uma escola do instrumento e uma loja, onde serão disponibilizados todos tipos de peças relacionadas com a gaita de fole, fica nas instalações de uma antiga agência bancária, no centro histórico da vila de Mogadouro, que foi reabilitada com recurso a fundos comunitários.

A ideia da Câmara Municipal de Mogadouro é fazer do novo espaço “o ponto de partida para a organização de um conjunto de iniciativas, que vão desde residências artísticas até a planificação de festivais temáticos a realizar no Planalto Mirandês”.

“A casa é um lugar vivo, onde todos os dias entram e saem conhecimentos”, conta o investigador Jorge Lira, responsável pelo projeto.

O também construtor de gaitas de fole e instrumentista indica que “não se pretende musealizar nada no sentido clássico ou congelar no tempo, nem conservar em formol ou transformar um objeto de cultural viva numa entidade emudecida”.

“A casa é o lugar onde se pretende que possa morar a gaita de fole e todo o saber associado à mesma, no estado da arte mais avançando que possa ser obtido”, explicita Jorge Lira.

Na nova casa da gaita e do gaiteiro vai ser possível conhecer todo o processo de construção de uma gaita de fole, desde os tipos de madeiras, as datas em que deve ser colhida e como deve ser seca, às ferramentas a utilizar para construir cada instrumento musical.

A Casa do Gaita e do Gaiteiro abre portas esta sexta-feira, com uma exposição de duas dezenas de gaitas de foles oriundas de todo mundo, originárias da coleção particular do músico e gaiteiro espanhol Paco Díez.

Já a exposição permanente integra 24 expositores de todo país, com os seus instrumentos musicais, biografias dos gaiteiros e monografia dos seus instrumentos.

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