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Cimeira do G20

Militar da comitiva de Bolsonaro detido em Espanha com 39 quilos de cocaína

26 jun, 2019 - 14:22 • Redação com Lusa

O Presidente do Brasil já prometeu "colaborar" com as autoridades espanholas, garantindo igualmente a instauração de um inquérito ao militar brasileiro de 39 anos.
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O Presidente do Brasil assegurou esta quarta-feira que irá dar a Espanha a “imediata colaboração” para esclarecer as circunstâncias da detenção em Sevilha, por narcotráfico, de um militar que o acompanhava na viagem à cimeira do G20 no Japão.

“Pedi ao ministro da Defesa a sua imediata colaboração com a polícia espanhola, na pronta elucidação dos fatos, cooperando em todas as fases da investigação, bem como instauração de um inquérito Policial-Militar”, disse Jair Bolsonaro numa mensagem que publicou na rede social Twitter.

A polícia espanhola deteve na terça-feira no aeroporto de Sevilha um militar brasileiro membro da comitiva à cimeira do G20 no Japão do presidente do Brasil, depois de apreender 39 quilos de cocaína na sua bagagem.

Fonte da Guarda Civil (correspondente à GNR portuguesa) disse que a droga foi intercetada num controlo feito à bagagem de um militar brasileiro de 39 anos que pertence a uma equipa avançada da comitiva que acompanha o presidente brasileiro.

“As Forças Armadas [brasileiras] têm um contingente de cerca de 300.000 homens e mulheres formados nos mais íntegros princípios da ética e moralidade”, acrescentou Bolsonaro na sua mensagem.

O militar em causa está detido no aeroporto de Sevilha e aguarda ser ouvido por um juiz, o que deve acontecer nas 72 horas que seguem a detenção. Segundo a imprensa brasileira, a detenção levou o Governo brasileiro a mudar para Lisboa a escala do avião do Presidente, que deveria ser feita também em Sevilha.

O Presidente brasileiro participa em Osaka, no Japão, em 28 e 29 de junho, num reunião do G20 (abreviatura para grupo dos 20), as 19 maiores economias do mundo mais a União Europeia.

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