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Detido no Algarve mais um elemento do grupo Hells Angels

25 jun, 2019 - 22:23 • Lusa com Redação

Cidadão belga fica a aguardar o desenrolar do processo em prisão preventiva, indica a Procuradoria-Geral da República. Entre outros crimes, é suspeito de homicídio qualificado.
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Um cidadão belga associado à organização Hells Angels Motorcycle, que tinha um mandado de detenção, foi detido pela Polícia Judiciária no Algarve, por factos cometidos em Portugal, avança a Procuradoria-Geral da República (PGR).

O homem foi detido na segunda-feira foi hoje ouvido em primeiro interrogatório judicial, tendo o juiz decretado a sua prisão preventiva, refere a PGR, em comunicado.

"Em causa estão factos suscetíveis de integrar a prática dos crimes de associação criminosa, homicídio qualificado, na forma tentada, roubo, ofensas à integridade física graves, ofensas à integridade física qualificadas e detenção de armas proibidas", explica a Procuradoria.

O processo tem agora 89 arguidos constituídos, encontrando-se 43 sujeitos a medidas de privação da liberdade.

Segundo fonte judicial, têm decorrido nos últimos dias e continuam a ser realizados interrogatórios complementares aos arguidos, mas nenhum está a responder às perguntas do Ministério Público.

O inquérito, que se encontra em Segredo de Justiça, corre termos no Departamento Central de Investigação e Ação Penal (DCIAP) e o Ministério Público é coadjuvado pela Unidade Nacional Contra Terrorismo da Polícia Judiciária.

Em março do ano passado, cerca de 20 'motards' do grupo "Hells Angels" invadiram um restaurante no Prior Velho, concelho de Loures, distrito de Lisboa, para atacar o grupo Red&Gold, criado pelo radical de extrema-direita Mário Machado. Os dois grupos rivais entraram em confrontos dentro do estabelecimento comercial, com facas, paus, barras de ferro e outros objetos.

Este episódio de violência levou a PJ a deter os primeiros 58 elementos do grupo de motociclistas Hells Angels em Portugal (a que se somou um outro na Alemanha).

Os suspeitos estão indiciados, na sua generalidade, da prática de associação criminosa, homicídio qualificado na forma tentada, roubo, ofensas à integridade física graves, ofensas à integridade física qualificada, detenção de armas proibidas e tráfico de droga.

Em janeiro, o Tribunal de Instrução Criminal (TIC) de Lisboa declarou a especial complexidade do processo para poder ter mais seis meses (até 18 de julho) para deduzir a acusação, dilatando assim o prazo da prisão preventiva.

O grupo Hells Angels existe em Portugal desde 2002 e, desde então, tem sido monitorizado pela polícia.

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