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CDS ataca "opção errada" de aumentos na função pública

15 jun, 2019 - 17:07 • Lusa

PS está a "olhar apenas para uma parte do país", os trabalhadores da administração pública, diz João Almeida.
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O CDS-PP atacou, este sábado, a "opção errada" do PS e do primeiro-ministro de admitirem aumentar os salários dos trabalhadores da função pública, contrapondo uma baixa de impostos para todos os portugueses.

O porta-voz e deputado do CDS João Almeida disse à Lusa que o PS está a repetir uma proposta que já fez no passado e "olhar apenas para uma parte do país", os trabalhadores da administração pública.

Em entrevista ao semanário Expresso, publicada hoje, António Costa antecipou a possibilidade de "haver atualização anual dos vencimentos" e "preencher as inúmeras lacunas de contratação de pessoal na administração pública", assim como "rever significativamente os níveis remuneratórios dos seus técnicos superiores".

"Os técnicos superiores têm de ter fatores de diferenciação salarial significativa, sob pena de o Estado deixar de ser competitivo na contratação de quadros qualificados para a administração pública", disse Costa.

"É uma opção errada", respondeu João Almeida, contrapondo que os centristas têm "propostas diferentes que passam pela redução de impostos", acrescentou.

Porque "é importante" que as condições de vida melhorem para todos os portugueses e não apenas para uma parte", tendo em conta, também, que os "aumentos de salários têm de ser sustentados".

"É fundamental criar condições para aumentar o investimento, aumentar a produtividade e daí retirar benefício para toda a população e não só para uma parte", conclui o porta-voz do CDS-PP.

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  • Cidadao
    16 jun, 2019 Lisboa 12:36
    Populismo e virar uns contra os outros, à moda da defunta PAF. O CDS sabe perfeitamente que mesmo com novo congelamento salarial, qualquer descida de impostos ou é impossível ou completamente insignificante para as pessoas. A não ser que estivesse a pensar em descida de impostos só para as empresas, ao estilo do que o passinhos de massamá tentou fazer, ao pôr os impostos das pessoas a subsidiar empresas e que levou um milhão para a rua a protestar, porque nessa altura desciam os impostos às Empresas e subiam para as pessoas. Precisamos dum programa de governo alternativo, não de pseudo-soluções avulsas, apenas com fins eleitoralistas, e popularuchas para render votos à pressa ...