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Trump diz que ataques a petroleiros "têm a assinatura" do Irão

14 jun, 2019 - 16:04 • Lusa

Irão nega responsabilidade, mas Trump não tem dúvidas: "foi o Irão quem o fez".
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O Presidente dos EUA, Donald Trump, disse esta sexta-feira que os ataques a dois petroleiros no mar de Omã, na quinta-feira, “têm a assinatura” do Irão, baseando-se num vídeo entretanto divulgado pelo Pentágono.

“Vemos um barco com uma mina que não explodiu e que tem a assinatura do Irão”, afirmou Donald Trump, numa declaração à estação televisiva Fox, referindo-se às imagens divulgadas pelo Pentágono, que os EUA dizem mostrar a Guarda Revolucionária iraniana a remover uma mina por detonar de um dos petroleiros atacados no mar de Omã, sugerindo que Teerão estaria a tentar retirar provas do seu envolvimento.

“Foi o Irão quem o fez (o ataque aos petroleiros)”, concluiu Donald Trump, apesar de o Irão já ter negado a responsabilidade pelo ataque.

Dois petroleiros, um norueguês e um japonês, foram, na quinta-feira, alvo de um ataque no mar de Omã, em pleno Golfo Pérsico, uma região já sob tensão devido à crise entre os Estados Unidos e o Irão.

O secretário de Estado norte-americano, Mike Pompeo, acusou o Irão de ser “responsável” pelos ataques, mas o Governo do Irão rejeitou a acusação e condenou os incidentes "com a maior veemência possível".

Na quinta-feira, Donald Trump usou a sua página pessoal na rede social Twitter para dizer que, perante o ataque no mar de Omã, era ainda “demasiado cedo” para procurar acordos com o Irão.

“Eles não estão preparados e nós também não”, escreveu o Presidente dos EUA.

O Governo alemão pediu hoje uma investigação sobre os ataques "extraordinariamente preocupantes" no mar de Omã e a China apelou "ao diálogo".

A região do Médio Oriente tem vivido no último mês uma escalada das tensões entre os EUA e o Irão.

Washington, que tem endurecido sistematicamente as sanções económicas e diplomáticas contra Teerão após sair de um acordo internacional de 2015 sobre o nuclear iraniano, multiplicou no início de maio as suas tropas no Médio Oriente, acusando o regime iraniano de preparar ataques "iminentes" contra interesses americanos.


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