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Valdo

Neymar, qualidade de jogo e Tite. Dúvidas marcam "momento exato" para Brasil vencer a Copa América

14 jun, 2019 - 13:00 • José Pedro Pinto

Edição 2019 da Copa América realiza-se no Brasil e arranca já na próxima madrugada. O "escrete" venceu sempre que organizou a competição. A Bola Branca, Valdo, ex-Benfica e vencedor em 1989, lança a competição deste ano.
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O almanaque da Copa América prova que, sempre que organizou a prova, o Brasil ganhou. Aconteceu em 1919, 1922, 1949 e, mais recentemente, em 1989. Nesse "escrete" de finais dos anos 80', pontificava a figura de Valdo. O antigo médio-ofensivo, bicampeão pelo Benfica, acredita que Tite e seus pupilos farão juz à história.

"O Brasil tem tudo para fazer a diferença e ganhar mais uma Copa América diante do seu público", começa por dizer, em entrevista a Bola Branca, encarando o contexto atual da seleção "canarinha" como fundamental para a conquista de uma Copa América que lhe escapa desde 2007.

"Esse título virá em bom momento", frisa, recordando, entre outras variáveis, toda a polémica gerada em torno da acusação de violação que pende sobre a estrela Neymar, que se lesionou recentemente e já não irá capitanear o Brasil.

"Há muitas dúvidas em torno da qualidade da seleção brasileira, da qualidade do selecionador Tite. É o momento exato. Apesar de tudo o que envolveu e ainda envolve Neymar e seleção brasileira, a equipa vai apresentar-se bem. Tem novos jogadores que se estão a dar a conhecer, como o David Neres, por exemplo", crê o agora treinador, que recentemente comandou a seleção nacional do Congo.

"Vai ser uma grande Copa América organizada pelo Brasil e o Brasil quase de certeza que vencerá a prova diante do nosso público", dispara.

Concorrentes de peso ao favoritismo brasileiro

Há já 12 anos que o Brasil não ergue o campeonato continental da América do Sul. Apesar de entregar o favoritismo aos comandados de Tite, Valdo vê concorrência de peso. Voltando à história, a mesma mostra, por exemplo, o domínio do Uruguai (15 troféus) e da Argentina de Leo Messi (14). Mas há também a bicampeã em título a ter em conta.

"O Chile, que vem numa grande sequência, apesar de não ter estado no Mundial 2018. O Uruguai, sempre presente nos grandes eventos e nos grandes 'combates'. A Argentina por ser 'a' Argentina e por ter o Messi, um dos melhores jogadores do mundo, que pode fazer a diferença a qualquer momento, tal como Cristiano Ronaldo ou Neymar. E, depois, há as seleções que são complicadas de enfrentar, como Equador ou Colômbia [de Carlos Queiroz]. Acho que vai ser uma Copa América renhida e bastante difícil", projeta o antigo jogador do Benfica.

A Copa América chama pelo mercado asiático e faz ação de charme para o Mundial 2022.

Pela primeira vez na competição mais antiga de seleções da história do futebol, duas nações fora do CONMEBOL (Confederação Sul-Americana de Futebol) ou da CONCACAF (Confederação Norte-Americana de Futebol) receberam uma espécie de "wild-card" para se juntar à família do futebol das Américas. Japão e Qatar - organizador do Mundial 2022 - foram convidadas para participar na Copa América. Aceitaram e Valdo considera que tal demonstra a "evolução do futebol".

"Há mais clientes potenciais. A seleção do Japão, por exemplo, vai fazer valer a sua presença. Se nos recordarmos do Mundial 2018, estiveram muito bem. A presença de Japão e Qatar é um bónus. Vai ajudar a desenvolver e a dar mais prestígio à nossa Copa América", conclui.

A partida de abertura da Copa América 2019 é já na madrugada de sexta para sábado, com o Brasil a abrir o Grupo A diante da Bolívia, em São Paulo, no Morumbi. O encontro arranca à 01h30 [hora de Portugal Continental].


Copa América 2019
Brasil

Grupo A
Brasil, Bolívia, Venezuela, Peru

Grupo B
Argentina, Colômbia, Paraguai, Qatar

Grupo C
Uruguai, Equador, Japão, Chile


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