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​Bispo auxiliar de Lisboa desafia portugueses a serem “sal da terra” e a fazerem a diferença

13 jun, 2019 - 16:34 • Liliana Monteiro, com redação

D. Américo Aguiar lembrou os primeiros passos de Santo António e sublinhou que é preciso pararmos para ouvir Deus.

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​Bispo auxiliar de Lisboa, D. Américo Aguiar, desafia portugueses a serem “sal da terra” e a fazerem a diferença
​Bispo auxiliar de Lisboa, D. Américo Aguiar, desafia portugueses a serem “sal da terra” e a fazerem a diferença

O bispo auxiliar de Lisboa. D. Américo Aguiar, desafia todos a serem o “sal da terra” e a fazerem a diferença no trabalho e em casa.

Durante a missa de festa de Santo António, em Lisboa, D. Américo Aguiar lembrou uma das máximas de Santo António.

“O que o Senhor quer, e os santos testemunham-no de uma maneira muito especial, é que sejamos este sal da terra e luz do mundo. Todos sabemos – e espero que não tenha aqui médicos, se estiverem que me perdoem – os médicos mandam-nos cortar no sal. Nós sabemos qual é a diferença entre a comida ter sal ou não ter. O que o Senhor nos está a dizer é que tenhamos consciência disso”, afirmou o bispo auxiliar de Lisboa.

“Se a nossa presença no mundo, na família, no trabalho, se é insossa ou se é temperada. A nossa presença em algum lado faz a diferença? Se nós desaparecermos da nossa família, do nosso trabalho, dos nossos amigos, do nosso bairro, da nossa comunidade, alguém dá por ela? As coisas ficam insossas? É bom que deem por ela. Significa que somos sal”, sublinha D. Américo Aguiar.

A missa foi celebrada na Igreja de Santo António, anexa ao museu deste santo.

O bispo auxiliar de Lisboa lembrou os primeiros passos de Santo António e sublinhou que é preciso pararmos para ouvir Deus.

“Este menino andou por aqui, e ali ao lado, à Sé Catedral para aprender as letras, a doutrina, e sentiu-se sempre chamado a mais alguma coisa, como todos nós. Às vezes é que não permitimos que Deus faça essa comunicação dentro do nosso ouvido, porque o ruído do mundo é muito elevado. As nossas preocupações, nos nossos problemas, a lufa-lufa, a saúde, a doença, o trabalho, os filhos e os netos, o dinheiro, a falta dele… É tanta coisa de manhã à noite que Deus não tem a oportunidade, o momento de sossego, para nos falar”, afirma D. Américo Aguiar.

No final da celebração desta quinta-feira, o novo bispo auxiliar de Lisboa fez uma oferta: “eu com o Santo António tinha uma dívida e, por isso, o meu solidéu vai ficar cá”, disse o prelado, um gesto que foi recebido com aplausos por parte dos fiéis.

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