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Colégio da Imaculada Conceição em Coimbra já não vai abrir portas no próximo ano letivo

12 jun, 2019 - 16:52 • José Carlos Silva

Instituição não resistiu ao fim do contrato de associação com o Estado decretado de forma unilateral em 2016.
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Falhou a estratégia para dar um novo ímpeto ao Colégio da Imaculada Conceição em Cernache, Coimbra, que acabou por não resistir ao fim do contrato de associação com o Estado que foi decretado de forma unilateral em 2016, depois de 40 anos em vigor.

Esta quarta-feira, foi anunciado que o colégio já não vai abrir portas no próximo ano letivo. Em quase 64 anos, a instituição formou 10 mil alunos.

Desde 2016, o colégio tentou renascer, captar recursos e ampliar a sua área de atuação para impedir este desfecho. Mas não conseguiu.

Em declarações à Renascença, o padre José Maria Brito, do gabinete de comunicação dos jesuítas em Portugal, lamenta que a estratégia não tenha resultado. “Não surtiu o efeito que desejávamos", assume.

"Foi feito um grande esforço de reconfiguração pedagógica, de um maior envolvimento de alunos e de famílias, de uma oferta educativa progressivamente mais exigente, de um maior cuidado pessoal com os alunos desta instituição... Foi feito também o esforço de divulgação do colégio, de o levar a zonas mais longe, mais distantes do colégio, mas todo este esforço não foi suficiente para garantir a sustentabilidade.”

Esta manhã, os cerca de 40 docentes e não docentes do Colégio da Imaculada Conceição foram formalmente informados de que, no ano letivo que vem, a instituição não voltará a abrir portas.

O fecho era inevitável. O padre José Maria Brito assegura que todos os compromissos com docentes e não docentes vão ser cumpridos, até porque o encerramento do colégio corre a par “do desejo e obrigação de dar aqueles que tanto têm dado a este colégio um fim justo da experiência na instituição, e ser dada a indemnização que lhes pertence”.

O colégio da Imaculada Conceição em Cernache já não vai assinalar os 64 anos de existência, marcados para 25 de outubro. Os pais dos alunos já estão a ser informados, num processo que, garantem os Jesuítas, irá decorrer nos próximos dias.

Os Jesuítas lamentam este desfecho “inevitável” e, em comunicado, lembram que foram “as circunstâncias decorrentes da decisão do Ministério da Educação” que o impuseram.


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  • Maria Macedo
    12 jun, 2019 22:47
    Tenho a certeza de que os Jesuítas encontrarão outras estratégias para ajudar os jovens a crescer e a ser felizes. Não há políticos que possam travar o Espírito