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Renascença é a rádio em que os portugueses mais confiam

12 jun, 2019 - 08:52 • Redação com Lusa

Estudo "Digital News Report" do Reuters Institute revela ainda que as "fake news" tornaram as pessoas "mais cuidadosas".
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A Renascença é a rádio em que os portugueses mais confiam, revela o oitavo relatório anual do Digital News Report, divulgado esta quarta-feira.

O estudo realizado pelo Reuters Institute for the Study of Journalism da Universidade de Oxford destaca a luta contra as notícias falsas levada a cabo em Portugal num ano marcado por vários atos eleitorais.

Segundo esta investigação, a confiança dos portugueses nas notícias está entre as mais altas dos países pesquisados.

Na categoria “Marca de Confiança” do Digital News Report, que engloba televisão, rádio e imprensa, a Renascença aparece em quinto lugar, sendo a primeira rádio a surgir na listagem.

Tal como no último estudo, a Renascença continua a ser a marca que mais merece a confiança dos seus utilizadores(8.07 pontos), ficando em primeiro lugar entre as 12 listadas no inquérito. Aqueles que conhecem a marca mas não a utilizam habitualmente atribuem-lhe, ainda assim, uma pontuação alta.

A RTP 3 lidera a lista e o “Correio da Manhã” ocupa o último lugar.

O relatório coloca ainda a Renascença no ranking das “Top Brands” (marcas de topo).



O estudo do Reuters Institute for the Study of Journalism da Universidade de Oxford foi feito com base num inquérito online do YouGov, aplicado a 75 mil pessoas em 38 mercados.

Principal fonte de notícias

A televisão continua a ser o meio de comunicação social que os portugueses mais procuram como fonte preferencial para obter informação (81%), seguido do online (79%).

"Quanto à confiança [dos portugueses] nas notícias em geral, a percentagem baixa quatro pontos percentuais, para 58%, mas Portugal continua a ser o segundo país [de um total de 38] onde mais se confia nas notícias", refere o Digital News Report.

"Em todos os países, o nível médio de confiança desceu dois pontos percentuais para 42% e menos de metade (49%) concorda que confia nos media noticiosos que eles próprios usam", acrescenta.

"A confiança nas notícias via pesquisa (33%) e nas redes sociais (23%) mantém-se estável, mas baixa", aponta.



Outra das tendências é o "crescimento continuado dos 'podcasts' e da sua popularidade entre os grupos mais jovens".

O estudo refere ainda que os media "são vistos como fazendo um melhor trabalho nas notícias de última hora do que na explicação dos acontecimentos", ou seja, no que respeita ao contexto.

"Fake News" torna as pessoas "mais cuidadosas"

A preocupação pública relativa à desinformação ('fake news') está a tornar as pessoas "mais cuidadosas" com as marcas que escolhem e os conteúdos que partilham online, segundo o oitavo relatório anual.

O estudo aponta que "a mudança de comportamento é aparente naqueles que são jovens e com educação superior do que nos mais velhos ou grupos menos privilegiados".

A preocupação relativa às 'fake news' "continua extremamente alta (média de 55% em 38 países) e cresceu de forma significativa no ano passado em alguns países, apesar das tentativas das plataformas e dos governos" no combate à desinformação, refere.

Uma das consequências desta preocupação, adianta o Digital News Report, "parece ser uma maior consciência e afinidade com marcas de notícias confiáveis". Mais de um quarto (26%) dos inquiridos dos países em análise, entre os quais Portugal, "afirmaram que começaram a confiar" em fontes de notícias "mais 'reputáveis'", aumentando para 40% nos Estados Unidos.

O relatório também revela padrões no uso das redes sociais que são diferentes em determinadas regiões geográficas. Por exemplo, enquanto as redes sociais, nomeadamente o Facebook, são dominantes em muitos países ocidentais, a aplicação de mensagens WhatsApp tornou-se na principal rede de discussão e de partilha de notícias no Brasil (53%), Malásia (50%) e África do Sul (49%).

"Alguns utilizadores estão a abandonar completamente o Facebook, embora este ainda se mantenha, de longe, a mais importante rede social para as notícias", aponta o relatório.

Quanto ao negócio do jornalismo, "apesar dos esforços da indústria de notícias, encontramos ainda um pequeno aumento" do número de pessoas que pagam por qualquer notícia online, seja por subscrição ou doação.


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