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Marcelo recusa "imiscuir-se" na comissão de inquérito à Caixa Geral de Depósitos

08 jun, 2019 - 15:12 • Lusa

É preciso "respeitar o que é o espaço próprio do parlamento, que cumpre uma missão muito importante, que é de fiscalizar aquilo que sucede” disse Marcelo Rebelo de Sousa, em Santarém.
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O Presidente da República disse este sábado, em Santarém, que tem acompanhado as declarações do ex-governador do Banco de Portugal sobre a gestão da Caixa Geral de Depósitos, mas recusou comentar um processo que está a ser apreciado no parlamento.

"Nunca comento o que está a ser apreciado no Parlamento e, uma vez que a comissão parlamentar de inquérito continua, ainda tem um mês e tal de trabalho, eu entendo que o Presidente da República não se deve pronunciar sobre o que é o trabalho de uma comissão parlamentar de inquérito", declarou.

Falando durante uma visita à Feira Nacional da Agricultura, que inaugurou este sábado em Santarém, Marcelo Rebelo de Sousa frisou que "tudo o que seja o Presidente da República a imiscuir-se na vida do parlamento não é bom".

Para Marcelo Rebelo de Sousa, é preciso "respeitar o que é o espaço próprio do parlamento, que cumpre uma missão muito importante, que é de fiscalizar aquilo que sucede, no caso vertente o que sucedeu na gestão de um banco público".

O ex-governador do Banco de Portugal, Vítor Constâncio, reafirmou sexta-feira, na RTP, que não mentiu nem omitiu informações no parlamento e adiantou que não foi questionado sobre a autorização dada ao reforço da Fundação Berardo na Caixa Geral de Depósitos (CGD).

Constâncio afirmou que "o assunto da não objeção à participação qualificada [superior a 5% e inferior a 10% do capital do BCP] não apareceu durante a audição".

As declarações surgiram na sequência de notícias de que teria omitido informações à Assembleia da República e que teria participado, enquanto membro do Conselho de Administração do Banco de Portugal, na autorização de uma operação de crédito concedida pela Caixa Geral de Depósitos ao Grupo Berardo.

Na entrevista à RTP, Vítor Constâncio repetiu, várias vezes, que "a operação de crédito não tinha de ser sujeita a autorização do Banco de Portugal" e "já estava concedida há meses".

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