A+ / A-

Segurança Social. CGD vai continuar a pagar por cartas-cheque até nova solução

07 jun, 2019 - 15:26 • Sandra Afonso

Em causa estão cerca de 100 mil beneficiários, que ainda recebem por carta-cheque pensões ou subsídios de desemprego, entre outras prestações.
A+ / A-

A Caixa Geral de Depósitos (CGD) vai manter os pagamentos da Segurança Social por cartas-cheque até ser encontrada nova solução.

A garantia foi avançada esta sexta-feira pelo presidente do banco público, segundo o qual “as pessoas podem estar tranquilas relativamente ao que têm a receber através da Segurança Social”.

Paulo Macedo assegura que as prestações, por exemplo pensões, vão continuar a ser pagas através de cartas-cheque até haver novas soluções de pagamento.

Em causa estão cerca de 100 mil beneficiários, que ainda recebem por carta-cheque pensões ou subsídios de desemprego, entre outras prestações.

Mas o presidente da Caixa avisa que os cheques estão em vias de desaparecer e sublinha que “em vários países do mundo já não há cheques”.

À margem da cerimónia de entrega dos Prémios Caixa Social 2019, em Lisboa, Paulo Macedo lembrou que os cheques em circulação “tem caído abruptamente” e que a Segurança Social “está a encarar” outras alternativas. Até lá, o banco mantém o serviço com “toda a tranquilidade”.

A Segurança Social abriu um concurso para o pagamento por carta-cheque, mas nenhuma instituição concorreu e a CGD não tem interesse em manter a atividade, por considerar as atuais condições penalizadoras.

O presidente da CGD lembra que “quase 100%” das pessoas em Portugal “têm a possibilidade de lidar com um telemóvel ou um cartão”, meios através dos quais é possível assegurar os pagamentos sem recorrer às cartas-cheque.

Continua por saber se a Caixa vai renovar o contrato depois de encontrada uma alternativa ao pagamento por carta-cheque.

Comentários
Tem 1500 caracteres disponíveis
Todos os campos são de preenchimento obrigatório.

Termos e Condições Todos os comentários são mediados, pelo que a sua publicação pode demorar algum tempo. Os comentários enviados devem cumprir os critérios de publicação estabelecidos pela direcção de Informação da Renascença: não violar os princípios fundamentais dos Direitos do Homem; não ofender o bom nome de terceiros; não conter acusações sobre a vida privada de terceiros; não conter linguagem imprópria. Os comentários que desrespeitarem estes pontos não serão publicados.