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Papa quer proteger “o jogo mais bonito do mundo” da ditadura financeira

24 mai, 2019 - 16:48 • Ecclesia

Francisco encontrou-se com cinco mil jovens, numa iniciativa promovida pelo jornal “Gazzetta dello Sport”.

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O Papa Francisco disse esta sexta-feira no Vaticano que é necessário manter a dimensão lúdica do futebol, que considerou o “jogo mais bonito do mundo”, falando perante cinco mil jovens, numa iniciativa promovida pelo jornal italiano “Gazzetta dello Sport”.

“Infelizmente, assistimos a fenómenos que afetam a sua beleza, mesmo no futebol juvenil, em campo ou fora do campo. Por exemplo, vemos certos pais se transformando em ‘ultras’, em dirigentes, treinadores”, advertiu, num encontro que decorreu no auditório Paulo VI.

Francisco falou do futebol, enquanto “jogo”, como um momento de encontro com “pessoas reais” e de “amizade”, contrariando a tendência de uma sociedade cada vez mais centrada no “próprio eu, quase como um princípio absoluto”.

“Grandes na vida: esta é a vitória de todos nós, é a vitória de quem joga futebol. E para os dirigentes: por favor, mantenham sempre o amadorismo que é um espírito … Que a beleza do futebol não acabe num ‘toma lá, dá cá’ de assuntos financeiros”, apelou.

O encontro intitulado “O futebol que amamos” contou com o apoio da Federação Italiana de Futebol, da Liga “Série A” e do Ministério italiano para o Ensino Superior.

“Atrás de uma bola, quase sempre, corre uma criança, com os seus sonhos e aspirações”, realçou o Papa, considerando que a atividade desportiva envolve “a personalidade de um jovem, em todas as suas dimensões, até as mais profundas”.

A intervenção destacou os valores inerentes ao treino, como preparação para “enfrentar os desafios”, e valorizou o papel dos treinadores na educação das novas gerações.

O Papa concluiu com um pedido às estrelas do futebol, que inspiram os jovens praticantes.

“Não se esqueçam de onde saíram: de um campo de periferia, de um oratório ou de uma pequena equipa. Espero que sintam sempre gratidão por essa história feita de sacrifícios, vitórias e derrotas. Não se esqueçam da responsabilidade educativa que têm em relação aos jovens: sejam coerentes na vida, solidários com os mais frágeis, incentivando os mais jovens a crescer, por dentro e por fora”, pediu.

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