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Governo quer manter multibanco gratuito

24 mai, 2019 - 10:43 • Lusa

Vários banqueiros defenderam que serviço deveria ser pago ou ter critérios uniformes em toda a Zona Euro.
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O ministro das Finanças garantiu que no que depender do Governo "a rede de caixas automáticas" Multibanco vai continuar gratuita para todos os portugueses, depois de um conjunto de banqueiros ter defendido o contrário.

O governante falava na Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa, no Fórum Financeiro Outlook 2019 "Portugal - De aqui para onde?".

"Nos últimos anos, o acesso online aos serviços bancários tornou-se mais comum, enquanto forma de relacionamento dos clientes com os seus bancos, assim como o recurso a caixas automáticas. Se, por um lado, os bancos devem prestar serviços de qualidade, com comissões acessíveis a quem não acompanha a era digital, por outro lado, a rede de caixas automáticas, no que depender do Governo, vai continuar gratuita para os portugueses", disse Mário Centeno.

Numa conferência no início do mês, os presidentes executivos do BCP, BPI, Caixa Geral de Depósitos (CGD) e Novo Banco defenderam que o serviço devia ou ser pago ou ter critérios uniformes em toda a Zona Euro.

Na sessão desta sexta-feira, o ministro das Finanças destacou a atual sustentabilidade do setor bancário, que contrasta com a realidade de 2015, e que permitiu que Portugal recuperasse a confiança dos investidores e das agências de rating, sinalizando o facto de os juros da dívida portuguesa terem hoje caído para mínimos a 10 anos, pela primeira vez, para níveis abaixo de 1%.

"Esta estabilização trouxe taxas de juros para mínimos históricos, estamos hoje praticamente em linha com as taxas em Espanha e muito inferiores a Itália", disse.

Centeno referiu, no entanto, estar ciente de que o setor financeiro enfrenta um período de "adaptação", desde o desafio das 'fintech' (empresas tecnológicas financeiras) até às finanças sustentáveis.

"A digitalização da economia está em curso e muito já foi feito, com clientes cada vez mais informados e com novos hábitos de consumo. Sabemos que a inovação tecnológica no setor traz também riscos. Todas as oportunidades trazem riscos. A regulação e supervisão são essenciais para minimizar os riscos de segurança e privacidade", disse.

O Governo, segundo o ministro, tem também deixado claro que não devem ser criadas barreiras "desnecessárias" à entrada de novos operadores no mercado e que devem ser criados estímulos à inovação, defesa dos direitos dos consumidores e na promoção da literacia financeira.

Comentários
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  • Mais aldrabice
    24 mai, 2019 Outra representação 12:06
    Isto é tanga. Esse pagamento só existe nas cabeças delirantes e vorazes de meia dúzia de banqueiros à frente de Bancos Falidos ou que só sobrevivem com sucessivas transferências dos nossos impostos, e que estão com esta conversa só para o governo poder aparecer como "Campeão do Povo".
  • Já agora
    24 mai, 2019 Não queriam mais nada 12:01
    BCP, BPI, Caixa Geral de Depósitos (CGD) e Novo Banco, olhem quem eles são: falidos, ou que cobram comissões obscenas para usar os serviços deles e que sobrevivem com o nosso dinheiro, seja o dinheiro dos depositantes seja os impostos que o governo manda para eles - e estou para ver quando retorna à base. Mas nunca estão satisfeitos e para alimentar as negociatas deles, agora querem cobrar para movimentarmos o nosso dinheiro - sim, o dinheiro que eles lá têm não é deles, é nosso. Digam lá se não estão mesmo a pedir um levantamento geral de fundos e deixar os Bancos sem liquidez. Aí, até pagavam eles para lá metermos de volta, o dinheiro.
  • Cidadao
    24 mai, 2019 Lisboa 11:37
    Já temos as comissões na emissão de cheques, as comissões nas transferências interbancárias, as comissões para câmbios, as comissões de manutenção da conta… Já pagamos cartões de débito e de crédito… Já pagamos o “dossier de abertura de conta”. Pagamos para tudo ou quase tudo e alguns dos bancos cobram obscenidades por serviços simples, após fecharem dezenas de balcões e despedirem milhares de pessoas. E nem falo sequer dos 18 000 Milhões os 6 000 Milhões dos nossos impostos, que foram orçamentados e reforçados este ano, para ajuda à Banca – leia-se manter à tona, bancos falidos. Agora ainda querem que paguemos para levantar o nosso dinheiro !? É desatar a comprar cofres e retirar todo e qualquer cêntimo dos Bancos. A ver se o sistema Bancário resiste mais de 48h, a uma retirada geral de fundos ...