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Brexit

​Afastado cenário de demissão. “May espera receber Trump”

23 mai, 2019 - 12:00 • Redação

Visita do Presidente norte-americano está agendada para o início de junho. Imprensa britânica dava como certo que a primeira-ministra deixaria o cargo nos próximos dias, antes da quarta votação ao seu acordo do Brexit.
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O gabinete da primeira-ministra britânica afasta o cenário de demissão. O porta-voz de Theresa May, citado pela agência Reuters, garante que a governante está a preparar a visita do presidente norte-americano, Donald Trump.

O porta-voz garantiu ainda que a primeira-ministra mantém-se empenhada em “conseguir concretizar a saída do Reino Unido da União Europeia”.

Estas declarações vêm assim afastar a hipótese de demissão de May que a imprensa britânica garantia que aconteceria nos próximos dias.

Donald Trump é esperado no Reino Unido para uma visita oficial em junho.

A primeira-ministra está sob intensa pressão dos seus próprios deputados para se demitir devido à dificuldade em apresentar um plano satisfatório para fazer o Reino Unido sair da União Europeia. Exemplo dessa tensão foi a 36. ª saída do governo.

A ministra dos Assuntos Parlamentares britânica, Andrea Leadsom, anunciou quinta-feira a demissão em desacordo com o plano para tentar aplicar o Brexit.

May anunciou que pretende publicar na sexta-feira a nova proposta de lei para o Brexit, para que os deputados tenham tempo de a analisar antes de a votarem, no início de junho. As novidades incluem garantias sobre a aplicação da cláusula de salvaguarda na Irlanda (conhecida como 'backstop), reforço de proteções na área laboral e garantias de que a legislação ambiental será preservada.

As três anteriores propostas de Brexit negociadas pela britânica com Bruxelas foram rejeitadas por maiorias parlamentares, conduzindo a um impasse que obrigou Londres a prolongar o prazo de saída da União Europeia até 31 e outubro.

Entretanto, arranca esta quinta-feira, o processo de eleição dos 751 deputados do Parlamento Europeu para a legislatura 2019-2024 arranca na Holanda e no Reino Unido, os dois primeiros países a votar num calendário que se estende até domingo.

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