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​Paulo Portas entra na campanha do CDS. “Nunca a prosperidade de uma nação se construiu com a esquerda radical”

22 mai, 2019 - 01:15 • Pedro Filipe Silva

O ex-líder do CDS-PP voltou a subir ao palco de comício partidário. Em Cascais, Paulo Portas fez um apelo aos eleitores “não socialistas”.
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O mercado da Vila, em Cascais recebeu esta terça-feira aquele que foi o maior jantar da campanha do CDS-PP até agora. Cerca de mil simpatizantes reuniram-se para apoiar Nuno Melo.

Paulo Portas foi a figura mais aguardada da noite, a avaliar pelo forte aplauso que se ouviu enquanto o ex-líder do partido subia ao palco.

Portas começou por relembrar as duas coisas que tinha prometido quando se afastou da liderança: “não condicionar a nova líder, porque todos os presidentes precisam de liberdade, e não se esquivar a dizer ‘presente’ em tempo de eleições”. É por isso que estou aqui convosco.”

O início do discurso ficou marcado por um apelo aos eleitores “não socialistas” e vincou a situação atual. “O país padece de um desequilíbrio excessivo a favor das esquerdas mais radicais. Nunca a prosperidade de uma nação se construiu com essas forças. É importante garantir que a moderação fique à frente da demagogia e que o senso comum prevaleça sobre as utopias”, sublinhou.

Paulo Portas confessou ainda o que já disse a amigos socialistas. "Quem não quer depender dos FMI da vida, de acertos e de erros, não endivida o país loucamente".

O ex-líder centrista falou ainda sobre a abstenção e relembra alguns episódios recentes, em jeito de pergunta. “Depois da crise financeira, depois da crise das migrações, depois da crise do Brexit, depois da eleição de Trump, depois da ascensão dos populismos de esquerda e de direita. Depois da ameaça de separação dos lanços entre a América e a Europa, em plena tensão perigosa entre a América e a China. Será mesmo uma boa ideia depois de tudo isto a abstenção?”

“Costa quer presidência do Conselho Europeu”, diz Cristas

Assunção Cristas foi a primeira a subir ao palco, com um discurso com duras críticas a António Costa.

A líder do CDS-PP acusou o primeiro ministro de pôr o interesse do país em segundo plano. “Os olhos de António Costa já não estão cá, porque já não lhe interessa.” E porquê? Explica Cristas: “o seu foco está hoje na Europa e na presidência do Conselho Europeu. Veja-se o périplo que o primeiro-ministro fez esta semana por vários países europeus. Está em campanha, em campanha à custa de todos nós”.

A líder centrista responde ainda à questão “Para quê? Para não ter de reparar os estragos de quatro anos de governação adiada”.

Para Assunção Cristas, “António Costa não serve Portugal, serve-se de Portugal”.

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