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A certeza de Lito Vidigal: "Vou treinar um dos grandes"

22 mai, 2019 - 11:30 • Sílvio Vieira , Inês Braga Sampaio

O treinador faz parte do lote restrito de nomes que já treinou os dois clubes que foram campeões nacionais, à exceção de Benfica, FC Porto e Sporting.
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Lito Vidigal tem a certeza que vai treinar um dos grandes
Lito Vidigal tem a certeza que vai treinar um dos grandes

Lito Vidigal afirma-o com tal convicção que até o entrevistador fica sem dúvidas. O treinador do Boavista tem a certeza que irá comandar um dos três grandes do futebol português. Há, no entanto, um pré-requisito que gostaria de ver cumprido, no momento em que a oportunidade chegar.

"Eu não quero treinar esses clubes só para dizer que passei por lá. Quando treinar esses clubes vou ter de ser campeão. Vai acontecer, mas vai acontecer num momento em que eu esteja preparado para ser campeão", afirma, sem reservas, em entrevista à Renascença.

"Eu sei que vou treinar um desses clubes de maior dimensão em Portugal, não sei é quando. Importante é estar preparado e preparo-me todos os dias esperando que chegue esse momento. Se calhar ainda não aconteceu, porque se fosse agora, provavelmente, não seria campeão", completa o treinador que partilha com outros sete nomes a coincidência de ter orientado os dois clubes portugueses - Boavista e Belenenses - que já foram campeões, além dos três grandes.

Desse lote restrito fazem parte Jimmy Hagan, Mário Wilson, Manuel José, João Alves, Joaquim Meirim, Jaime Pacheco e Jorge Simão. Curiosamente, só os três primeiros treinaram, também, um dos três grandes. Jimmy Hagan e Manuel José treinaram Benfica e Sporting, enquanto Mário Wilson só trabalhou nos encarnados.

Curiosamente, nenhum treinou o FC Porto e só três foram campeões nacionais. Hagan foi tricampeão pelo Benfica, Mário Wilson também venceu o título pelos lisboetas e Jaime Pacheco ganhou o único título na história do Boavista. Pacheco, João Alves, Meirim e Jorge Simão não têm passagens pelos grandes no currículo, à imagem do que acontece com Lito.

Foco no Boavista

Certo de que a oportunidade chegará, Lito, apreciador das coisas simples, não vive obcecado com esse momento, centra-se na sua realidade e procura potenciar o Boavista para outra dimensão. "O que tenho a fazer agora é focar-me no meu momento, que é o Boavista, em tornar o Boavista mais forte", compromete-se.

A fórmula, defende Lito, passa por "manter o projeto de família" que traçou desde que chegou ao Bessa. "O Boavista é um clube grande e tem para onde crescer", sublinha, reforçando que, neste momento, tem de "pensar em tornar o Boavista mais forte".

Lito Vidigal tem mais um ano de contrato com o clube e espera dar continuidade ao trabalho realizado neste final de época, em que pegou no clube abaixo da linha de água e terminou no 8.º lugar. O técnico angolano, que iniciou a temporada no Vitória de Setúbal, espera que o "Boavista se mantenha resistente".

"Eu gostava era que não se passasse por dificuldades tão grandes como as que se passaram este ano. Era importante sermos conscientes e perceber que o Boavista tem de ser construído todos os dias", deseja o treinador, que tem a esperança de completar o seu projeto.

Nos últimos anos, houve sempre mundaça de treinador no Boavista, com a época em andamento. Petit, Sánchez, Miguel Leal e Jorge Simão complementaram trabalho nos últimos anos.

À porta dos 50 anos, completa-os a 11 de julho, Lito Vidigal começou a trabalhar no Elvas, em 2003. Passou por Pontassolense, Ribeirão, Estrela da Amadora, Portimonense, União de Leiria, seleção de Angola, Al Ittihad Tripoli, da Líbia, AEL Limassol, do Chipre, Belenenses, Arouca, Maccabi Telavive, de Israel, Desportivo das Aves, Vitória de Setúbal e Boavista.

"Boavista resiste" foi a inspiração de Lito para um final de época notável
"Boavista resiste" foi a inspiração de Lito para um final de época notável

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