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Pedro Marques vai ao metro falar de passes e ouve críticas de professores

21 mai, 2019 - 11:46 • Susana Madureira Martins

Os professores "andam esquecidos há dez anos", atirou uma utente, esta manhã. O cabeça-de-lista do PS às europeias compreende "que haja descontentamento nessa classe profissional".
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Pedro Marques viajou de metro, esta terça-feira de manhã, em Lisboa, para pedir o voto. Pouco passava das 8h00 já o candidato socialista estava no metro do Cais do Sodré a distribuir material de campanha a quem passava.

Muita gente em passo rápido e a não querer parar, outros paravam e davam um dedo de conversa. Numa fila para o autocarro estava uma professora que a um "não se esqueça de ir votar" do candidato, respondeu com um pedido: que o PS não se esquecesse também dos professores: "andam esquecidos há dez anos".

Perante isto, Pedro Marques admitiu aos jornalistas que “há pessoas descontentes”.

“Ninguém ganha eleições por 100%, como é evidente”, disse, referindo também que "muitos professores com quem temos contactado têm dito que compreendem a situação e o facto de termos ido até ao limite do que é possível em termos de responsabilidade orçamental", mas mais uma vez a insistir que "naturalmente" compreende "que haja descontentamento nessa classe profissional".

O objetivo é dedicar a manhã a falar da medida dos passes sociais, um dos trunfos do PS e do Governo. À medida que o candidato ia entregando o manifesto eleitoral, o tema foi surgindo.

Um idoso a coxear interpelou o candidato: "olha que se eles ganham estamos desgraçados com os transportes; os pobres e os deficientes ficam sem transportes". Pedro Marques respondeu, por duas vezes, que "é preciso irmos votar muitos".

O mesmo idoso falou da atual solução de Governo à esquerda e aconselhou a "juntar os três ou os quatro”. “Se metem o PPD ou o CDS à frente, estamos desgraçados da vida, o pobre", acrescentou.

A outro senhor que passava pela boca de metro do Cais do Sodré, o cabeça-de-lista garantiu que a medida dos passes sociais é "para continuar", acrescentando que "os passes connosco são para se manter assim baixos, disso não tenho dúvida nenhuma".

Depois foi entrar no metro, mudar de estação, da linha Verde para a Vermelha, com o candidato a confessar que não tem passe social. Já dentro do comboio, Pedro Marques não contactou com ninguém – limitou-se a sentar-se na carruagem a falar com a número quatro da lista às europeias, Margarida Marques, e com dois dos considerados "jovens turcos" do PS: o deputado e presidente da Junta de Freguesia do Lumiar, Pedro Delgado Alves, e o secretário de Estado dos Assuntos Parlamentares, Duarte Cordeiro.

Este nono dia de campanha irá terminar em Aveiro, estando prevista uma visita ao porto da cidade, um contacto de rua e, à noite, um comício com as intervenções do ministro das Infraestruturas, Pedro Nuno Santos, e a secretária-geral adjunta do PS, Ana Catarina Mendes.


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  • prof sindicalizado
    21 mai, 2019 Lisb 19:00
    Se falar comigo vai ouvir: " se eu tivesse 100 votos, eram todos contra o PS". É que eu sou um professor que não esquece... Nem aceita esmolas.
  • Professor
    21 mai, 2019 5 de out 18:46
    "muitos professores com quem temos contactado têm dito que compreendem a situação e o facto de termos ido até ao limite do que é possível em termos de responsabilidade orçamental" Diz ele, o candidato do PS. Até acredito, basta falarem com professores filiados e com cartão do PS, que eles até dizem que este é o melhor governo para os professores... Os outros,e que são a Maioria, olham para os desvarios da Banca - só este ano são 6 000 Milhões de Euros dos nossos impostos, enviados à pressa para manter em funcionamento Bancos mais que falidos - e claro que não compreendem. Nem aceitam.