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Catarina Martins: "Não basta ter médico de família no papel, é preciso tê-lo na realidade"

20 mai, 2019 - 17:55 • Isabel Pacheco

Coordenadora do Bloco visitou, esta segunda-feira, a extensão do centro de saúde de Nossa Senhora de Fátima, em Aveiro.
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Catarina Martins junta-se a Marisa Matias em campanha para as europeias em centro de saúde de Aveiro
Catarina Martins junta-se a Marisa Matias em campanha para as europeias em centro de saúde de Aveiro
Clique na imagem acima para ouvir a reportagem. Foto: Paulo Novais/Lusa

Com Marisa Matias, cabeça de lista do Bloco de Esquerda às eleições europeias, mais a sul, Catarina Martins visitou esta segunda-feira a extensão do centro de saúde de Nossa Senhora de Fátima, em Aveiro, onde foi recebida com aplausos e ouviu as queixas dos utentes que reclamam por médico de família.

A visita coincidiu com a renovação da promessa do Governo de garantir que, em 2020, todos os cidadãos tenham médico de família.

Margarida Ferreira, uma utente daquele centro de saúde, chegou de bicicleta para o "comício" com Catarina Martins, aproveitando-o para exigir um médico de família.

"Queremos um médico para nos auxiliar, porque não temos meios de transporte e há gente idosa que não se pode movimentar como eu, que tenho uma bicicleta", explicou à Renascença.

Médico, lamentou Maria António a poucos dias de completar 81 anos, "só duas vezes por mês". A alternativa é a freguesia vizinha, Nariz, a sete quilómetros de distância. O percurso, garante, "não dá para os idosos que não podem caminhar" e que estão "sem carro ou transportes".

"Se temos um posto de saúde, queremos o posto em ação", remata Margarida.

As queixas foram ouvidas pela líder do Bloco de Esquerda, que avisou que "não basta ter médico de família no papel", é preciso pôr a promessa em prática.

"Quando vos dizem que têm de ir para outro sítio para terem médico de família, estão a dá-lo no papel mas não na realidade, pois como é que vão lá ter?", questionou Catarina Martins depois de ter visitado o centro de saúde. Aos utentes, lembrou que as questões de saúde também se decidem nas eleições europeias que "são já este domingo".

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