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​Basílio Horta sem "80 carreiras" em Sintra, mas elogia ex-ministro Pedro Marques

20 mai, 2019 - 15:53 • Susana Madureira Martins

O autarca de Sintra reuniu-se esta segunda-feira com o cabeça de lista do PS às europeias e voltou a queixar-se do estado da linha ferroviária que faz a ligação com Lisboa.
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Basílio Horta é o segundo autarca independente que Pedro Marques visita durante a campanha oficial para as europeias. O primeiro foi Rui Moreira no Porto, agora foi a vez do presidente da Câmara de Sintra, fundador do CDS, ex-ministro de José Sócrates e que integrou a lista do PS às autárquicas pela segunda vez em 2017, em Sintra, onde obteve maioria absoluta.

Lado a lado com Pedro Marques esta segunda feira, Basílio foi confrontado pelos jornalistas com o tema da linha ferroviária de Sintra e a supressão de carreiras. E aí as críticas vieram de rajada. O cabeça de lista do PS às europeias foi ministro das Infraestruturas até há poucos meses e tutelava precisamente a CP e a linha ferroviária. E teve de ouvir: as críticas e os elogios.

O autarca sintrense já falou com o novo ministro das infraestruturas, Pedro Nuno Santos, que herdou este assunto, e segundo Basílio Horta já "está a tratar do asunto como deve ser tratado", não escondendo a irritação com o tema, considerando que não se pode "manter em Sintra esta situação, é necessário que o material circulante seja reparado com urgência e seja posto a circular".

Notou-se que Basílio Horta não queria ser desagradável ali com o ex-ministro ao lado, mas rematou que "se assim for imediatamente a supressão de carreiras passa a ser cada vez menor e o problema começará, não a ser resolvido, mas pelo menos a ser grandemente atenuado", avisando que "tem de ser feito com urgência, temos o verão à porta e vai haver um grande aumento da procura".

Questionado se o Governo demorou a agir neste caso, Basílio desculpou o ex-ministro Pedro Marques, referindo que "o problema das infraestruturas e do senhor ministro foi tratado no tempo próprio no Parlamento, não é agora que voltamos a tratar de temas que já deviam ser tratados na altura própria", defendendo que Pedro Marques "foi um grande ministro das infraestruturas, porque conseguiu fazer o que fez sem dinheiro".

Basílio acrescentou que "no tempo do senhor ministro nunca houve supressão de 80 carreiras, nunca, havia três e quatro e o senhor ministro [Pedro Marques] sabe o que é que o presidente da Câmara lhe dizia na altura", baralhando os cargos do agora cabeça de lista do PS.

Ora, o autarca sintrense garante que "a supressão de 80 carreiras era insuportável e evidentemente o senhor ministro Pedro Santos está muito atento" e que das conversas que tem tido com o ministro das infraestruturas "o senhor ministro foi sempre o primeiro a assumir que esse é um problema que não se pode manter e neste momento mesmo está a tratar do problema da CP".

Pedro Marques ao lado ouvia Basílio e depois foi confrontado com o assunto, escusando-se com as novas funções, é "candidato às europeias", mas tem a "certeza que cada assunto concreto que é colocado com importância para a qualidade de vida das populações é uma prioridade para o governo e estará a ser diligenciado nos termos que o senhor presidente da câmara acabou de referir". E assunto encerrado.

O candidato, acompanhado pelas também candidatas do PS Maria Manuel Leitão Marques e Margarida Marques, seguiu para o Café da Saudade, também em Sintra, para um encontro combinado e pouco espontâneo, com a actual eurodeputada socialista Ana Gomes, que não faz parte da lista a estas europeias, para dois dedos de conversa à mesa.

O dia de campanha terminou na empresa Estêvão Luís Salvador, em Almargem do Bispo, uma fábrica ligada à agro-indústria com produção de energia solar. Oportunidade para Pedro Marques dizer aos jornalistas que "a ambição" que tem "é de passar dos 55 para 80% de electricidade produzida a partir de fontes renováveis já em 2030" e que "esse trabalho só pode acontecer com projetos de ambição e com políticas e políticos com ambição relativamente às alterações climáticas".

Outra oportunidade para lançar a farpa ao Partido Popular Europeu, "a direita europeia no Parlamento Europeu" que Marques acusa de "ter chumbado um aumento da ambição das metas europeias, em matéria de diminuição das emissões no contexto do cumprimento do acordo de Paris", sendo essa "também a diferença" entre os socialistas e a direita europeia.

Pela tarde e noite desta segunda-feira, a campanha faz uma pausa para Pedro Marques preparar o debate de mais logo na RTP entre os principais cabeças de lista às eleições europeias de 26 de maio.


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