A+ / A-

May promete levar "novo e arrojado" acordo de Brexit a votos no Parlamento em junho

18 mai, 2019 - 11:00 • Lusa

Primeira-ministra diz que deputados vão debater e votar "um conjunto aperfeiçoado de medidas" para a saída do Reino Unido da UE, a ser delineado pelo seu Governo na próxima semana.
A+ / A-

A primeira-ministra britânica, Theresa May, prometeu este domingo uma "proposta ousada" quando submeter o acordo para o ‘Brexit' ao parlamento dentro de duas semanas.

Num artigo publicado hoje no jornal britânico "The Sunday Times", May garantiu que o diploma "vai representar uma proposta nova e ousada", com um "pacote melhorado de medidas" que a chefe de governo acredita que podem ganhar mais apoios em toda a Câmara dos Comuns.

"Não vou simplesmente pedir aos deputados que reconsiderem outra vez [o mesmo acordo]. Pelo contrário, vou pedir-lhes que olhem para um acordo novo e melhorado com outro olhar - e para lhe darem o seu apoio", vincou.

A proposta de lei para fazer o Reino Unido sair da União Europeia (UE) será debatida em conselho de ministros na terça-feira antes de ser divulgada e apresentada ao parlamento britânico para ser votada na primeira semana de junho.

À quarta é de vez?

Esta será a quarta vez que o governo britânico vai tentar obter junto do parlamento a aprovação necessária para ratificar o acordo de saída do Reino Unido da UE negociado com Bruxelas, depois de três chumbos, por margens de 230, 149 e 58 votos.

Para a rejeição contribuíram os votos de conservadores eurocéticos e do Partido Democrata Unionista (DUP) devido à divergência com a solução prevista para evitar uma fronteira física entre a Irlanda e Irlanda do Norte.

Embora aceite o resultado do referendo de 2016 que determinou o ‘Brexit', o partido Trabalhista, principal partido da oposição, também se opôs porque defende uma união aduaneira com a UE.

Na sexta-feira, o líder trabalhista, Jeremy Corbyn, anunciou o fim das negociações com o Governo que duravam há seis semanas para tentar chegar a um entendimento, invocando a falta de autoridade da primeira-ministra, cuja demissão deverá ser formalizada nas próximas semanas.

Mas Theresa May escreve este domingo no Sunday Times que, mesmo assim, as discussões foram positivas porque "o Governo agora tem uma perceção muito mais clara do que será necessário para obter um acordo".

Além de analisar o conteúdo da proposta de lei, o conselho de ministros vai também considerar se a sua votação deve ser antecedida pela realização de votos no parlamento para testar o apoio dos deputados a outras soluções, adiantou May.

A imprensa britânica noticiou na semana passada, com base numa fuga de informação, que o governo poderá propor uma série de votações sobre diferentes cenários, como um novo referendo.

O Reino Unido tinha previsto sair da UE a 29 de março, mas a falta de uma maioria no parlamento para aprovar um acordo que permita uma saída ordenada forçou um adiamento da data.

O Conselho Europeu deu até 31 de outubro para o Reino Unido concluir o processo, que, se não for aprovado um acordo nem revertida a decisão de sair da UE, tem como opção por defeito a saída sem acordo.

Comentários
Tem 1500 caracteres disponíveis
Todos os campos são de preenchimento obrigatório.

Termos e Condições Todos os comentários são mediados, pelo que a sua publicação pode demorar algum tempo. Os comentários enviados devem cumprir os critérios de publicação estabelecidos pela direcção de Informação da Renascença: não violar os princípios fundamentais dos Direitos do Homem; não ofender o bom nome de terceiros; não conter acusações sobre a vida privada de terceiros; não conter linguagem imprópria. Os comentários que desrespeitarem estes pontos não serão publicados.