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EUA

Trump quer perdoar soldados acusados ou já condenados por crimes de guerra

18 mai, 2019 - 21:02 • Redação

Presidente já pediu para ter papelada pronta antes de 27 de maio, avançaram fontes militares ao "New York Times".
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O Presidente norte-americano pediu que seja preparada de imediato a papelada necessária para perdoar vários soldados dos EUA acusados ou já condenados por crimes de guerra, incluindo pessoal militar envolvido em casos polémicos de homicídio, tentativa de homicídio e profanação de cadáveres em contexto bélico.

A informação foi avançada este sábado pelo "New York Times", que cita duas fontes oficiais das Forças Armadas. De acordo com essas fontes, Donald Trump quer ter a papelada pronta por alturas do Memorial Day, feriado nacional celebrado pelos norte-americanos na última segunda-feira de maio, que este ano calha no dia 27, dentro de pouco mais de uma semana.

Entre os soldados que Trump pretende perdoar conta-se Edward Gallagher, chefe de Operações Especiais dos Navy SEALS, cujo julgamento está prestes a começar por crimes de guerra cometidos quando estava destacado no Iraque; vai sentar-se no banco dos réus por ter aberto fogo contra civis desarmados e por ter matado um combatente inimigo à facada após este ter sido capturado pelas forças norte-americanas.

Para além de Gallagher, da lista constam um ex-mercenário da Blackwater recentemente condenado pelo homicídio de dezenas de iraquianos desarmados em 2007; o major Mathew L. Golsteyn, do Exército, que é acusado de matar um afegão desarmado em 2010; e uma equipa de atiradores furtivos do Corpo de Fuzileiros Navais acusados de urinarem em cima do cadáver de um alegado combatente talibã.

O pedido da Casa Branca para que a papelada seja preparada em menos de duas semanas chegou na sexta-feira ao gabinete do procurador responsável pelos perdões dentro do Departamento de Justiça, que por sua vez informou todos os ramos das Forças Armadas da intenção do Presidente, avança uma das fontes militares.

As mesmas fontes disseram ao diário nova-iorquino que não sabem se haverá outros nomes na lista de soldados a quem Trump pretende conceder indultos presidenciais.


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