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Europeias 2019

Reforços de peso para Rangel. Passos e Ferreira Leite juntam-se à campanha na próxima semana

17 mai, 2019 - 20:47 • Redação com Lusa

Passos Coelho participará segunda-feira num almoço em Cascais e Ferreira Leite, no dia seguinte, em Ansião.
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Os ex-líderes do PSD Pedro Passos Coelho e Manuela Ferreira Leite juntam-se à campanha das europeias de Paulo Rangel na segunda e na terça-feira, respetivamente.

Segundo fonte da campanha do ‘número um’ da lista do PSD, Passos Coelho participará na segunda-feira num almoço em Cascais (Lisboa) e Manuela Ferreira Leite, no dia seguinte, também num almoço em Ansião (distrito de Leiria).

À entrada para um jantar com apoiantes na Guarda, Rangel foi questionado como recebia a notícia destas presenças e começou por salientar que “ao PSD não estão a faltar apoios”, considerando natural que se valorize a presença de "militantes mais conhecidos".

“Fico muito satisfeito com isso, acho que é bom para o PSD, mas é apenas mais um fator entre muitos outros”, afirmou.

A presença do presidente do PSD não está prevista nem em Cascais nem em Ansião, com Rui Rio a juntar-se à campanha no próximo domingo, num jantar na Quinta da Malafaia, em Esposende (Braga).

Rangel em passo tranquilo pelas ruas da Guarda

A campanha do PSD às europeias andou esta sexta-feira pelo centro da Guarda a distribuir postais e canetas, com o cabeça de lista Paulo Rangel a cumprimentar em passo tranquilo os comerciantes e os poucos transeuntes que encontrou.

Ao quinto dia da campanha, os bombos apareceram na campanha 'laranja', abrindo caminho ao passeio que a comitiva fez pelas ruas do centro histórico, guiado pelo presidente da câmara da Guarda, com o mandato suspenso, e candidato europeu Álvaro Amaro.

Antes de iniciar a volta, Paulo Rangel fez uma paragem no café onde tentou a sorte registando um `Euromilhões´, seguindo para a frente da comitiva composta por jovens da JSD e dirigentes locais e militantes, animados pelos cânticos improvisados da ‘jota’ social-democrata e com um grupo de bombos a marcar o ritmo.

Entre beijinhos e apertos de mão, Rangel cumprimentou os comerciantes das lojas na Rua do Comércio, mas muitas vezes apenas sorrindo e fazendo um pequeno aceno do lado de fora, enquanto seguia caminho.

Na Rua Alves Roçadas, o cabeça de lista encontrou duas mulheres idosas que rejeitaram o “postal” da candidatura e a caneta e o candidato seguiu em frente, trocando de vez em quando algumas palavras com os membros da comitiva.

“Bom trabalho”, dizia, ouvindo de resposta um “boa sorte” aos apoiantes que encontrou e que já traziam consigo os “brindes” da candidatura: “tem de ser, tem de ser”, diziam.

Mas, as oportunidades para conversas mais alongadas foram poucas já que o barulho dos bombos e os gritos da JSD – “ninguém para o Rangel” - “abafavam” quaisquer palavras.

Já no final da ação de rua, de volta à Sé e sem o grupo de bombos, foi a vez de Rangel tentar animar um apoiante aparentemente desanimado: “vai ver, vai ver que vamos conseguir”, disse discretamente Paulo Rangel.

No segundo dia dedicado aos problemas do interior do país, entre os quais a desertificação, havia trânsito mas poucas pessoas a pé no centro histórico da Guarda, ao fim da tarde.

“É a hora em que as pessoas saem do trabalho, amanhã é fim de semana”, disse Álvaro Amaro à Lusa, acrescentando ser verdade que “a Guarda tem perdido população”.

Antes, Rangel passou pelo hospital distrital da Guarda, onde visitou a maternidade, para chamar a atenção para o problema do “inverno demográfico” que afeta toda a Europa e se sente em especial nos territórios do interior em Portugal.

“O PSD tem no seu manifesto, logo à cabeça, a defesa de uma estratégia comum para a natalidade”, salientou, considerando que é possível harmonizar legislação “ao nível das licenças parentais, do estatuto dos trabalhadores e de apoios sociais de vários tipos, como as infraestruturas de creches”.

Questionado sobre as críticas à esquerda, de que o PSD quando foi Governo cortou nos abonos de família e endureceu a legislação laboral, o cabeça de lista social-democrata acusou esses partidos de terem “um preconceito contra a natalidade e a família em geral” e recusarem medidas específicas para aumentar o número de nascimentos.

“Sobre abonos de família, o cabeça de lista do PS cortou 250 milhões de euros em 2010 e deu a maior machadada ao abono de família”, afirmou, repetindo uma crítica que tem deixado em vários discursos a Pedro Marques.

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