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Europeias 2019

PS dá rosas em Coimbra e recebe protesto dos lesados do BES

17 mai, 2019 - 19:44 • Susana Madureira Martins

António Costa e Pedro Marques foram confrontados esta sexta-feira em Coimbra por um protesto dos lesados do BES, numa acção de rua muito concorrida e com mobilização do PS.
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O PS de Coimbra mobilizou-se a sério para a ação de campanha desta quinta-feira e a arruada estava bem composta, com dirigentes locais, muitos elementos da Juventude Socialista (JS) que carregaram as já clássicas bandeiras amarelas da jota, houve bombos o tempo todo. Tudo corria bem, até deixar de correr.

A caravana estava organizada no Largo da Portagem, ao cimo da Rua do Comércio, em plena baixa de Coimbra e, mal António Costa chegou, acompanhado do cabeça de lista do PS às eleições europeias de 26 de maio, Pedro Marques, começaram os empurrões entre alguns elementos da PSP fardados e alguns representantes dos lesados do BES.

O corpo de segurança pessoal do primeiro-ministro atuou de imediato, estava, de resto, nesta ação de campanha com a equipa reforçada o que permitiu que o protesto se reduzisse a alguns minutos, com os representantes dos lesados do BES a tentar chegar perto de António Costa, o que, manifestamente, não conseguiram.

Houve empurrões e insultos, uma senhora que acompanhava os lesados aparentemente desmaiou, ficou estatelada no chão, acordou alguns segundos mais tarde com a ajuda de um agente da PSP.

Aos jornalistas Jorge Novo, o representante deste grupo de lesados, disse, visivelmente perturbado que foi a Coimbra e irá estar "onde estiver o PS e todos os partidos", lamentando que o Partido Socialista "é o único partido que, até à data" não os recebeu e que "todos os partidos" têm recebido este grupo "com educação", acusando "estes senhores do Partido Socialista" de não receberem os lesados "de maneira nenhuma, isso é incorreto", concluiu.

Jorge Novo falava com os jornalistas vestindo uma t-shirt da campanha socialista para estas europeias, branca e a dizer "Somos Europa", aparentemente tentando assim infiltrar-se na caravana socialista que, entretanto, se afastou Rua do Comércio abaixo.

Passado o protesto, António Costa disse aos jornalistas que "foi possível encontrar uma solução que teve já a adesão de 99 por cento dos lesados". Ora, estes lesados que hoje protestaram não aceitam essa solução e o primeiro ministro desabafou "bom, não aceitam, mas há uma coisa que tempos de avaliar, se 99 por cento aceitam uma solução que obviamente não resolve todos os problemas , mas que permite mitigar o prejuízo sofrido e houve um por cento que não aceitou" é de respeitar, diz Costa, acrescentando "que há outras vias abertas, agora quando houve 99 por cento que aceitaram, é uma maioria relativamente expressiva", rematando que "é o mínimo" que se pode dizer.

E a caravana lá continuou pela baixa de Coimbra, com Pedro Marques e António Costa a distribuírem rosas vermelhas às senhoras que encontravam na rua, com um dedo de conversa aqui e ali e com alguns anúncios de pessoas que diziam a Costa que não iam votar no PS.

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